Anão, inútiL, Feutomas e companhia ilimitada fazem a festa, provando e comprovando que No final tudo acaba em Rima!
Rap no melhor estilo que marcou a primeira década dos anos 2000 e trouxe uma mudança que até nos dias de hoje ainda reflete influências nessa nova geração, ouve aí..
Se você gosta de verdade de Rap nacional e desconhece Black Alien volte ao começo e se atualize, indiscutivelmente ele foi e ainda é uma das maiores referências de tudo o que vemos/ouvimos hoje bombando por aí em formato Ritmo e Poesia brasileira.
Me identifiquei bastante com essa música, e o clipe ao contrário da maioria "não está ostentando o que tem/não tem", ao invés disso Black Alien nos ensina baseado em sua própria experiência sobre o processo de reabilitação e como é possível se reerguer.
Lhes deixo aqui o vídeo clipe de "Que Nem o Meu Cachorro" já torcendo pelo lançamento de Abaixo de Zero: Hello Hell, o próximo álbum de Gustavo Black.
Ficha Técnica:
Letra por Black Alien
Produção musical por Papatinho
Gravado por Papatinho e Choppinho
Mix e Master por 2F UFlow
(LETRA)
QUE NEM O MEU CACHORRO
O cochilo da tarde é meu xodó do momento
Nem quica
A vida é tombo em pista de cimento
“Black Alien já vai tarde, já passou o seu momento”
Significa, que o cidadão não tem conhecimento
Da força, da fé, da febre, e da fibra
Nessas portas meto o pé, enquanto a galera vibra
Me preocupa é o celular que vibra ao lado do meu saco
O resto todo que dá câncer, eu já vou lançar no vácuo
Ingrato, não é o que tu fala que diz quem tu és
Come e cospe no prato, depois vêm dizer “Jah Bless”
Se custar a minha paz, já custou caro demais
Pela sacos aqui jaz
Black Alien aqui jazz
Criado no Ingá
Chapado demais pra um dia me vingar
Sim, Sensei, eu sem paciência pra debate
Zung Guzung Gu Zen pique flow marijuana e abacate
Rio de Janeiro, Niterói, favela, morro, tô que nem o meu cachorro no domínio do latim
Brooklin, Nova York, Soho, tô que nem cachorro, suando só no ‘fucim’
Só não vêm ‘facim’, se não qualquer um desenvolvia
É tempo de templo, só rato cinza na via
O que vêm ‘facim’ presta não se envolvia
Do sol da meia noite até o sol do meio dia.
(Refrão)
Cria do Ingá
Chapado demais pra um dia me vingar
Sim, Sensei, eu sem paciência pra debate
Zung Guzung Gu Zen pique flow marijuana e abacate
Rio de Janeiro, Niterói, favela, morro, tô que nem o meu cachorro no domínio do latim
Nem tão longe pra tu chegar aqui de mala
Nem de longe é tão perto, que pode vim de chinelo
Nem de longe eu virei monge, apenas parei de dá pála, vagabundo fala um monte, são pregos pro meu martelo
Bem vindo ao meu lar, cuidado pra não tropeçar, a mesa ainda tá aqui, porém mudei certezas de lugar
Num mundo que produz prodígios bizarros
Que produzem seus discos, dirigem os seus carros
Minha diversão de homem, alegria de menino, que produz o que consome, todos temos nossos hinos
Pronuncia o meu nome, sinônimo: genuíno
Bota a cara e testa a fome, meus felinos tem caninos
Sem disposição não fico, sem disposição fica no meio do caminho entre eu e eu rico
Ambos são ambição, e ninguém sabe quem são, e nós somos a canção que vêm da zona de conflito
Pois a zona de conflito é minha zona de conforto, e a estrada pro inferno se desce de ponto morto, então parou com a zona.
(Refrão)
Cria do Ingá
Chapado demais pra um dia me vingar
Sim, Sensei, eu sem paciência pra debate
Zung Guzung Gu Zen pique flow marijuana e abacate
Rio de Janeiro, Niterói, favela, morro, tô que nem o meu cachorro no domínio do latim
Não tem como funcionar, vai sempre dar ruim pra você
Bocas mexem “blá blá blá”, e eu só faço o que tem que fazer
Não tô nem aí, nem lá, tô bem aqui, além do que se vê
Se vêm baseado no passado, só há um resultado: cê vai se puder
MR-13 é um grupo formado em 2013 na cidade de São Bernardo do Campo por Rato, V.A.L.E. e Genézio (que deixou o grupo para trilhar seu caminho), hoje também integram o grupo Vibox e o DJ Murilex, este é o 2º álbum deles intitulado Nada Mais de Antes, trocadilho com o título do 1º trabalho deles que é Antes de Mais Nada.
E além de fazer rimas esses manos também são responsáveis pela fundação da Batalha da Matrix, uma das maiores e mais resistentes de SP, ouve aí...
Sou suspeito pra falar sobre esse cara, e ainda mais suspeito pra falar sobre esse trampo, pois o Fidell é uma das minhas influências; Então vou manter o texto que ele mesmo publicou sobre esse trampo.
Constam aqui fragmentos de ideias, letras pequenas, outras inacabadas, simples e diretas gravadas em casa, com poucos recursos e que por vários motivos mundanos não foram lançadas na época.
São letras escritas entre 2008/2015 e toda produção musical foi composta por batidas gringas (lo-fi's e boombap's de variados BPM's) usurpadas da internet com todo respeito, rs.
01. Tenso (01:20)
02. Sem Retrospectiva (02:00)
03. Os Sonhos Morrem Primeiro (01:28)
04. Ciclo Cítrico (02:50)
05. Lista (01:12)
06. Feto (01:21)
07. O Fantástico Mundo de Pobre/Pernas, pra que te quero? (01:45)
Idioma Desconhecido é uma investigação sobre o nosso inconsciente, e toda vulnerabilidade social que ele traz. O documentário conta com 15 entrevistados, entre eles os músicos Marcelo Yuka e Otto, o ator e humorista Gregório Duvivier, o artista plástico Eduardo Marinho, o escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli, a psicóloga e hipnóloga Gilda Moura, e o psicanalista Pedro de Santi.
De Leve é prova viva em áudio e vídeo de que não há barreiras entre nova escola e velha escola.
E apesar de não ter uma visibilidade tão grande quanto diversos ídolos do Rap atual ele se mantém sempre chegando com alguma novidade e fazendo conexões também com grupos mais novos provando que esse negócio de hierarquia e divisão não estão com nada.
O que vale é o respeito e vida longa aos Atemporais!
Uma coisa que sempre digo: "Todas as homenagens devem ser feitas em vida."
Uma coisa que sempre ouço: "A gente só aprende a dar valor depois que perde."
E infelizmente foi essa a primeira notícia que recebi hoje ao chegar no trabalho, nos deixou um dos compositores que mais influenciou boa parte da minha geração, obrigado por todos os serviços prestados Marcelo Yuka.
Honestamente, sempre mexeram comigo as composições do Yuka, fazendo um breve passeio de volta ao passado consigo lembrar de algumas conversas sobre sua genialidade, desde as primeiras músicas dO Rappa que me alcançaram, até quando ele saiu da banda e retornou com o F.UR.T.O. e sempre foram todas muito impactantes pra mim.
Não sei se essa é a melhor forma de homenageá-lo, mas enfim, muito obrigado Yuka, vá em PAZ.
Sinopse:
Ao 34 anos, no auge da carreira, o compositor Marcelo Yuka leva nove tiros em uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro. Vítima da violência urbana, ele vê sua vida mudar, o que aumenta seu ativismo e o alcance social de suas críticas.
Furto, também conhecida como F.UR.T.O (Frente URbana de Trabalhos Organizados), é uma banda brasileira criada por Marcelo Yuka, ex-baterista da banda O Rappa, que segue o mesmo estilo musical e ideologia que consagrou sua antiga banda. A primeira apresentação do F.UR.T.O. ocorreu na edição de 2004 do Tim Festival, em São Paulo e no ano seguinte veio as ruas Sangueaudiência.
01. Terrorismo Cultural (04:44)
02. Ego City (04:38)
03. Amém Calibre 12 (04:28)
04. Mental Combate (05:36)
05. Todos Debaixo do Mesmo Sombrero (part. Manu Chao) (05:21)
Pouco mais de um ano atrás esse álbum era lançado e eis que agora é parte do legado deixado por Marcelo Yuka, que a música lhes encontre quando estiverem perdidos para lhes fazer companhia no decorrer da caminhada.
Descrito como um álbum de "conceito cyberpunk que passeia por Copacabana ao estilo Blade Runner", suas oito faixas sutilmente interligadas narram a vida dos personagens decadentes que habitam uma versão futurista e tecnologicamente avançada da cidade do Rio de Janeiro. Embora tenha sido praticamente ignorado em seu lançamento em 1987, Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros agora é considerado um trabalho seminal da então cena brasileira de Rap, Rock, Hip-Hop, e conquistou um significado cult ao longo dos anos; também gerou singles de sucesso: "Juliette" e "Kátia Flávia, a Godiva do Irajá" - considerada uma das primeiras letras de Rap brasileiro de todos os tempos, é a composição mais conhecida de Fawcett.
Pânico em SP é um mini-LP da banda Inocentes, foi o 2º trabalho da banda lançado em 1986, foi gravado no estúdio Mosh em São Paulo. Em julho de 2016, 30 anos após seu lançamento foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil como o 6º melhor disco de Punk Rock do Brasil
Esta é uma coletânea lançada em 28 de agosto de 1990, as músicas do álbum foram gravadas em duas sessões, uma em Dallas e outra em San Antonio, Texas, para a American Record Company entre 1936 e 1937.
Robert Leroy Johnson foi um cantor, guitarrista Norte-americano de Blues que influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Johnny Winter, Jeff Beck e Eric Clapton, que considerava Johnson “o mais importante cantor de blues que já viveu”. Neste álbum duplo temos alguns dos melhores sons dessa lenda, ouve aí, é de graça..
Esse é o EP de estréia do que se tornaria um dos mais bem sucedidos trios do Hip-Hop na história.
O EP com pouco mais de 10 minutos contém punk rock e hardcore no melhor estilo: visceral, agressivo e rápido, um pouco distante do que eles se tornariam alguns anos depois; Na verdade eles nunca perderam essa veia Rock'N'Roll mas passaram a ser bem mais Rap com o passar do tempo.
Enfim, eis aqui um registro que acho válido compartilhar aqui.
"O significado de Gravediggaz é o ato de cavar sepulturas nos mentalmente mortos, e ficar por ressuscitar o morto mental de seu estado de inconsciência e ignorância." RZA
01. Just When You Thought It Was Over (Intro) (00:10)
02. Constant Elevation (02:28)
03. Nowhere To Run, Nowhere To Hide (03:54)
04. Defective Trip (Trippin') (05:04)
05. 2 Cups Of Blood (01:26)
06. Blood Brothers (04:47)
07. 360 Questions (00:33)
08. 1-800 Suicide (04:17)
09. Diary Of A Madman (feat. Shabazz The Disciple e Killah Priest) (04:34)
10. Mommy, What's A Gravedigga? (01:44)
11. Bang Your Head (03:23)
12. Here Comes The Gravediggaz (03:44)
13. Graveyard Chamber (feat. Dreddy Kruger, Killah Priest e Shabazz The Disciple) (04:56)
E pra quem não conhece o Rap português, também conhecido como Rap Tuga, eis aqui uma Mixtape com nomes que dispensam apresentações, alguns dos melhores liricistas de Portugal estão presentes nessa mix, se já conhecem sem dúvidas irão gostar, caso contrário não percam tempo e baixem logo..
01. NBC - Esteriotipo (Prod. Xeg)
02. Nigga Poison - Ke Ki Rapasis Kré? (Prod. Carlon)
03. Sir Scratch - Manias (Prod. Manny Light)
04. DNA e Ruiz com NBC - Vivo Puro (Prod. DNA e NBC)
E aqui está o segundo e derradeiro volume da coletânea No Major Babes, dessa vez trazendo mais bandas que marcaram época e deixaram seus nomes registrados na história da música independente nacional, entre elas DeFalla, Pavilhão 9 e Garage Fuzz, chega no confere e aproveite a viagem..
01. DeFalla "Everybody is in the place"
02. Muzzarelas "Macho man"
03. Adventure "The way i fell"
04. Pavilhão 9 "Manos errados"
05. Yo Ho Delic "Edge of insanity (new form)"
06. Okotô "Gorda"
07. Pin Ups "Stabbin'"
08. Mickey Junkies "Waiting for my girl"
09. Happy Cow "Matches and cigarettes"
10. Beach Lizards "Friction"
11. Garage Fuzz "When all the things (sounds the same version)"
12. Cold Turkey "Sweet dreams"
13. Sonic Disruptor "Swerve me"
14. brincando de deus "Tweedledum..."
15. Pelvs "Uterine Ana Luiza"
16. Los Fantomas "Wackened"
17. Caracol "Fala vagabundo"
18. DeFalla "Everybodys is in the place (Inter mix)
"No Major Babes Volume 1" é uma coletânea com 17 bandas de 5 estados e de vários estilos em comum. Todas na época com demo tapes embaixo do braço, algumas até carregavam um primeiro disco independente, em busca de espaços para apresentar e distribuir seu material. Eram nomes fáceis em fanzines, um veículo que ajudou muito a promover a revolução nos porões.
Inclusive essa coletânea é uma das responsáveis por nos revelar nomes hoje lendários como Thaíde & DJ Hum, Gangrena Gasosa, Black Alien & SpeedfreakS, Planet Hemp e Ratos de Porão, ouve aí..
01. Ratos de Porão "Videomacumba"
02. Gangrena Gasosa "Araizé (Puro Suco da Maldade)"
03. Virna Lisi "Até que enfim"
04. Second Come "Violent Kiss"
05. Dash "Sexy Lenore"
06. Concreteness "Squiting look (zemba)"
07. Volkana "I Love Rock'n'Roll"
08. Safari Hamburguers "Shelter of a fool"
09. Planet Hemp "Puta disfarçada"
10. Black Alien & SpeedfreakS "Hit Hard Hip-Hop"
11. Low Dream "Treasure"
12. Killing Chainsaw "Evisceration (No Major Version)"
13. Make Believe "One of a kind"
14. Brother Rapp "Blackman"
15. Intense Manner of Living "Change The Verbs"
16. Tube Screamers "Seizure"
17. Gangrena Gasosa "Araizé (Puro Suco do Remix)"
18. Thaíde & DJ Hum "Pânico em SP" (Part. Clemente)
O documentário Pixador é uma aventura de criação onde diversos olhares se encontram e se misturam compondo um vídeo caleidoscópio que trata do fenômeno da pixação.
Ao dar voz aos pixadores e mostrá-los em ação, o filme procura dar uma dimensão estética e ética para a expressão de uma juventude considerada suja, bárbara e indesejável pela mídia, descortinando o olhar que estes jovens lançam sobre a população.
O documentário visa abrir um espaço para o diálogo, em busca do entendimento das relações que o pixador estabelece com o meio ambiente urbano, enquanto indivíduo/autor. Sua relevância está em se oferecer como espelho de seu tempo, onde a sociedade civil pode reconhecer através desta expressão juvenil os sintomas de suas contradições.
Ficha Técnica:
Fotografia: Christian Saghaard
Edição: Eduardo Kishimoto e Guiomar Ramos
Edição de som: Eduardo Kishimoto
Assistente de Direção: Gejo
Still: Carolina Andrade, Guiomar Ramos e Márcio Harum
Este documentário sobre as pichações em São Paulo procura desvendar o que normalmente é tido como mera sujeira ou vandalismo.
Por trás dos rabiscos espalhados por toda a cidade existe uma imensa rede de sociabilidade envolvendo jovens de diferentes periferias. A pichação, além de um complexo mecanismo de comunicação, é também uma forma de expressar a revolta e indignação com a falta de perspectiva do jovem pobre.
O ano nem bem começou e já tem mais novidades rolando, alguém aí já ouviu E1SO, também conhecido como: Enquanto 1 Sol Olhar?
Esse é o fruto da parceria entre Lheo Zotto e Lucas Grilo, escolas diferentes em prol de um bem comum, a música liberta do ego e da busca cega pela fama, Ampulheta deixa um tema interessante para refletir, se ligaê..
Ficha Técnica:
Letra: Lucas Grilo e Lheo Zotto
Produção musical, gravação, mix e master: Lheo Zotto/Malandrinhação
Envelhecido 13 anos - é como um bom whisky. Afinal quem esperou tanto é porque realmente tem paixão pelo que faz. O compromisso do Rua de Baixo é fazer Hip-Hop de verdade, Hip-Hop, não Rap, porque o Espião é MC e B-boy, e o Duens³a é DJ e uma espécie de grafiteiro virtual. Como um dos precursores do "rap underground" no Brasil, fizeram questão de manter algumas gravações originais (caseiras) para que vocês sintam um pouco do clima que rolava nas reuniões do Rhima Rhara no porão da casa do Espião.
Rua de Baixo agradece a Rhima Rhara e a todos que os ajudaram nesta longa história, lembrando que essa saga não acabou aqui.
Mesmo depois desses 13 anos, com tudo o que fizeram e por tudo o que passaram...
Não mudou nada!
01. Intro - quem é esse cara? (Prod. Espião)
02. Aperta o REC (Mumu Remix) (Prod. Munhoz)
03. Prioridades (Prod. Espião)
04. Fumo e vortemo (Prod. Munhoz)
05. SKIT - Johnny B (Prod. Venom)
06. Renovação (Part. Zorack, Parteum, Munhoz e Espião) (Prod. Venom)
07. Rastro Mágico (Prod. Duens³a)
08. O Tempo (Prod. Munhoz e Duens³a)
09. SKIT - Vai cortar cana!!! (Part. Parteum) (Prod. Parteum)
Projeto artístico: Duens³a, Espião, Macário, Munhoz e Venom
Arte: Duens³a
Todo material contido neste álbum foi gravado entre 1999 e 2005 em diversos locais, entre eles: Casa da Sogra, Casa da Rosália, AM Studio, Casa do Venom, Atelier Studios, Porão do Espião e Hodari Studio.
Direto do túnel do tempo, mesmo sem um DeLorean, Espião nos leva de volta a 2003, numa apresentação do Rua de Baixo no lançamento da coletânea Direto do Laboratório, bon voyage!