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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Valete - Discografia 2002/2023



Valete - Educação Visual (2002) 

01. Educação visual 
02. Nossos tempos 
03. Ele e ela (part. Bónus) 
04. Serial killer 
05. Á noite (part. Bónus) 
06. Exibicionismo 
07. Liricistas (part. Adamastor, Chullage, Ace, Fuse) 
08. Beleza artificial (part. Bónus, Sam the kid) 
09. Nada a perder 
10. Pseudo mcs (part. Bónus) 
11. Mulher que Deus amou 
12. Chegou a hora 
13. Freelancer (Ao Vivo) 
14. Ser ou não ser (part. Bónus)




Valete - Serviço Público (2006) 

01. Coisas Do Género (part. Galy) 
02. Serviço Público (part. DJ Stikup, Selma) (Prod. Conductor) 
03. 15 Segundos De Hugo Chavez 
04. Revelação (part. Raquel Oliveira) (Prod. Sam The Kid, Conductor) 
05. Pela Música Pt 1 (part. Bónus) (Prod. Sam The Kid) 
06. Pela Música Pt 2 (part. Ikonoklasta, Sam The Kid) (Prod. Conductor, Meko, Sam The Kid)
07. Canal 115 (part. Adamastor, Bónus, DJ StikUp) (Prod. Sam The Kid)
08. Subúrbios (part. DJ StikUp) (Prod. Conductor, DJ Scratch)
09. Os Meus (part. Bomberjack, Bónus) (Prod. Sam The Kid) 
10. Não Te Adaptes (part. Selma) (Prod. Conductor) 
11. Masturbação Mental (Prod. Lince, Conductor) 
12. 15 Segundos De Fidel Castro 
13. Monogamia (part. Bomberjack, Sara Ribeiro) (Prod. Conductor, Sam The Kid) 
14. Roleta Russa (part. Luísa) (Prod. Conductor) 
15. 15 Segundos De Che Guevara 
16. Anti-Héroi (part. Selma) (Prod. Sam The Kid, Conductor, M)



Valete - Contra-Cultura Mixtape (2012)

01. Valete e Bónus - Damaia [1°Parte da Trilogia] 
02. Jimmy P - Natty Dread 
03. Praga - Nha Style Eh Peso 
04. Valete, Jimmy P, Azagia e Tamin - Sente Medo 
05. Azagaia - Jihad Lirico (Prod. Milton Gulli) 
06. Tamin - O Sol A Bater (Prod. Coca, Trixx) 
07. Valete - Ainda Há Tempo 
08. Regula e Leftside - Casanova (Prod. Fyah Box) 
09. Bónus - Contra-Cultura (Prod. Kronik)
10. Valete, Azagaia e Bónus - Refugiados 
11. 2 Caras - Frank Lucas (Prod. Triggah) 
12. Sacik Brow - Mantém Firmeza 
13. Valete - No Meu Quarto 
14. Kristo - O Próprio (Prod. Randy One) 
15. Valete - Industria Do Nada 
16. No Money, Kaly Jah e Junior Jah - Não Imaginas 
17. João Pequeno - 10 Mandamentos (Prod. João Pequeno) 
18. Tamin e Valete - José & Pilar (Prod. Nave) 
19. Sacik Brow, Valete e Praga - Pronto Para Tudo 
20. Marechal - Sangue Bom (Prod. Luiz Café)
21. Valete - Só Quero Ser Eu (Prod. M, Sara Tavares)



Valete - Na Batida Dos Outros (2015)

01. Intro
02. Canal 115 (part. Adamastor)
03. On My Way (part. Mariama, Remi)
04. Bicho Do Mato (part. W Magic) (Prod. The Unbeatables)
05. Amore Criminal (part. GMB, Luche) (Prod. Cookin Soul)
06. Marcha (part. Jimmy P) (Prod. Tomás Oliveira)
07. Diversidad Experience Funx (Remix) (part. Curse, Frenkie, Luche, Marcus Price, Mariama, Nach, Orelsan, Pitcho, Remi, Rival, Shot) (Prod. Spike Miller)
08. Revolution (part. Jimmy P) (Prod. Francisco Reis)
09. Passo Da Glória (Remix) (part. Quim)
10. Beatbombers Skit  Scratches: DJ Ride e Stereossauro
11. Guerreiro Otomano (Prod. Nave)
12. O Munda Muda A Cada Gesto Teu (Remix) (Prod. Cabes)
13. Hall Of Fame (Prod. Gino)
14. Gomorra (Snippet) (Prod. DJ Caique)
15. A Melhor Rima De Sempre (Prod. Orelha Negra)




Sam The Kid & Valete - Um Café e a Conta (2021)

01. Dizes
02. Amigos (part. Bónus)
03. Mano Eduardo
04. A Pura Verdade
05. A Mentira
06. O Amor É
07. Elas
08. Obsessão (part. Aniyah, David Cruz)
09. Sorri
10. Preto Como Jesus
11. Todos Querem Ter Poder
12. Undergroundo
13. CXV (part. Adaastor)
14. Araras
15. Testemunho
16. Nonstop
17. Viaja No Meu Flow (part. Lila)
18. HOF (Hall Of Fame)
19. Eu Lá Chegarei (part. Phoenix RDC)
20. Obra



Valete - Aperitivo EP (2023)

Não bastasse o EP + Single todas as músicas contém vídeo clipes, check it out!

01. Ilha de Honshu Remix (part. X-tense) (Prod. YMS)
02. Audiobook
03. Tem Calma (part. Orlando Santos)
04. Intemporal (part. Lila)
05. A Lenda
06. 2016
07. Qual é a tua S.I.G.L.A.? (part. Lila)
08. Bola de Ouro (part. Mara) (Prod. Charlie Beats)
09. Vipes (Single)

YouTube.

+info:

sábado, 17 de julho de 2021

Sam The Kid & Valete - Um Café e a Conta (2021)

 

Saudações à todos vocês que de vez em quando ainda aparecem por aqui em busca de algum álbum pra ouvir em formato mp3, trago boas novas a todos que apreciam o Hip-Hop Tuga.

01. Dizes
02. Amigos
03. Mano Eduardo
04. A Pura Verdade
05. A Mentira
06. O Amor É
07. Elas
08. Obsessão
09. Sorri
10. Preto Como Jesus
11. Todos Querem Ter Poder
12. Undergroundo
13. CVX
14. Araras
15. Testemunho
16. Nonstop
17. Viaja No Meu Flow
18. HOF
19. Eu Lá Chegarei
20. Obra

Também disponível na íntegra para audição via: YouTube.

 

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Valete - BFF (Prod. Baghira)


Fiquei triste em saber numa entrevista recente que ouvi do Valete que não irá lançar os álbuns que prometeu, apesar de realmente tê-los gravado (respectivamente: 360º e Homo Libero). Nem tudo pode ser do jeito como desejamos, mas ainda há bons motivos para estar atentos pois Valete acaba de lançar mais um single, ouve aí...


quinta-feira, 13 de junho de 2019

Valete - Colete Amarelo (Prod. Devakuo)


Primeira faixa do álbum "Em Movimento" que anteriormente se chamariam "Homo Líber" e "360 Graus" que não mais existirão. O título final é mesmo "Em Movimento" e segundo o próprio Valete ainda é só o começo...


Ficha Técnica:

Letra: Valete
Produção: Devakuo
Co-Produção: Tom Enzy
Pós Produção: SP Deville e Here's Johnny
Mix: Here's Johnny
Master: Chris Athens (Sterling Sounds)
Gravado por: X Acto (Estúdios Big Bit)
Vozes Adicionais: Papillon, Phoenix RDC e Dino D'Santiago
Voz Refrão: Loromance

Letra:

(Refrão)

Este é o nosso dialecto
Politicamente incorrecto
Quando o V começa a dar na cara
Não para (*2)

Eles querem saber quando é que a maquete sai para a net
Quando é que eu vou para a Estrada , quando é que é o Coliseu
Manos dizem que o mano Estraca é o novo Valete
Que se foda esse wero wero, o novo Valete sou eu

Rima inata, perversa como um homocrata
Até à data sou o único rapper homeopata
Vens armado em acrobata ficas sem omoplata
Segue a carta do cartel aqui é plomo o plata

Todos perguntam me o que é que  eu acho do Uzi Vert
Todos perguntam me o que é que eu acho do SippinPurp
Manos 'bora falar do nosso cenário encenado
´Bora falar dos mercenários no nosso senado

´Bora falar do mecenato de Raul soldado
Eu quero ser mais um soldado contra Bolsonaro
Vê me a levitar beef sabes que é de evitar
Não há que duvidar o Viris é uma divindade

Estudei Pio XI, o Papa Nazi
Depois da rima do Babalaze eu ganhei Paparazzis
Eu sonho em ser timoneiro sonhas com um Mazeratti
Sou pioneiro mas rafeiro como um Materazzi

Redes sociais, são o teu momento solene
Entravas em depressão se acabasse o instagram
A escola só nos difama por isso eu Makukulo
Que se foda Vasco da Gama ensinem Shaka zulu

Aqui não há rap de paka mano, aqui não há cadelas
Teu flow é barco à vela, o meu é arte,  é aquarela
Viris esburaca como Freeway na Rockafella
E é patriarca quando saca aquela acapela

Fico fodido quando penso no mano Rodrigo 
Que apanhou a dama dele na cama com o melhor amigo 
Cortou o gajo bem feito, 3 cortes no peito
Cobiçar a dama dum tropa e o máximo desrespeito 

Tu queres os holofotes
A gente resolve o problema como Victor Zolotov
A gente dissolve e como os rappers como estrogonofe
Já sabes que todas as estrofes são cocktail molotofs

Lembro quando a democracia ainda nos merecia
E quando diziam que a plutocracia era uma heresia
Hoje o diabo te amacia e se delicia
E já não temos poesia com la policia

Viris assola, degola, Viris não protocola 
Ainda escrevo com a mesma bitola de Francis Ford Coppola
Sou velha escola santola, como pager Motorola
Viola no saco mano, não contas pó´ totobola

Não beefo com a quantidade de manos que damas comem
Beefo com essas Damas que engravidam só para prender homens
Parabéns caçaste a presa com a tua esperteza
Cabra Um dia karma chegará podes ter a certeza

Onde o HipHop se mascara, Viris não para lá
As barras de energia rara como pó de guaraná
as barras são do Niagara e acabam no Paraná
Zukas dizem que a rima sara e dão me saravá

Lá na zona só se debate sobre a nova escola
Quem é o novo Maradona quem é o mano que move a bola
Quem é o novo Zidane, quem passará no exame
Dillaz, Hollyhood, Slow J , Prof ou G-Son

Isto é loucura como outrora lá no Bora Bora
Minha rima é tipo chora depois e chora agora
Mato inimigos com ataques aéreos fora de horas
Como americanos mataram afegãos em Tora Bora

(Refrão)

+info:

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Horizontal Apresenta: Poesia Urbana Vol.1 (Horizontal Records, 2004)


E pra quem não conhece o Rap português, também conhecido como Rap Tuga, eis aqui uma Mixtape com nomes que dispensam apresentações, alguns dos melhores liricistas de Portugal estão presentes nessa mix, se já conhecem sem dúvidas irão gostar, caso contrário não percam tempo e baixem logo..


01. NBC - Esteriotipo (Prod. Xeg)
02. Nigga Poison - Ke Ki Rapasis Kré? (Prod. Carlon)
03. Sir Scratch - Manias (Prod. Manny Light)
04. DNA e Ruiz com NBC - Vivo Puro (Prod. DNA e NBC)
05. Kacetado - Filho da Selva (Prod. Sam The Kid)
07. Fuse - Juntos Como Um Sò 
08. Bònus - Nada Muda (Prod. Sam The Kid) 
09. Sam the Kid e Daddy-O-Pop - Motivação 
10. Lince - Voar 
11. 2 Caras com Sam the Kid - Geração TV (Prod. Sam The Kid)
12. Xeg - Continuação 
13. Adamastor - Underground (Prod. Sam The Kid)
14. Ikonoklasta aka Mata-Frakuxz - Bonito Planeta: Ninguém em Casa (Prod. Conductor)
15. Tekilla e Kulpado - Raw Shit



Bónus - Nada Muda (Vídeo Clipe)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Valete - O 1º MC Português | Samuel Mira (Vídeos)


Produzido por Baghira e Mr. Break, O 1º MC Português é um Rap em formato de Curta-Metragem lançado hoje por Valete que ao que tudo indica está de volta e provavelmente não irá parar por aí...
Tomara!


E não foi apenas o Curta-Metragem, Valete aproveitou o gancho e lançou também Samuel Mira, homenagem direta à Sam the Kid, um dos grandes gênios do Rap Português, se ligaê...



Ficha Técnica:

Produção musical por Baghira e Dr. Neo Cortex
Refrão por Emmy Curl
Gravado por X-Acto nos Estúdios Big Bit
Mixado por Here's Johnny
Masterizado por Chris Athens (Sterling Sounds)

Vídeos realizados por 93 Studios.

+info:


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Valete - Poder (Prod. Baghira)


Seja onde quer que tu vá, siga o sábio conselho de Viris
SEJA LUZ!


Produção: Baghira
Co-Produção: Here's Johnny
Mistura: Here's Johnny
Masterização: Chris Athens
Voz Refrão: Loromance
Vozes Adicionais: Dino de Santiago e NBC
Discurso : Guilherme Filipe
Gravado por X-Acto nos Estúdios Big Bit

Ilustração: Eky
Lyric Vídeo: Ricardo Toga

Letra

O ser humano sempre teve necessidade de criar luz 
E a luz sempre foi sinônimo de progresso, inspiração…

Numa noite fria, há 7 mil séculos, 
No norte da Turquia, na atual geografia,
Cheio de euforia, depois de apanhar alguns insectos,
Um Homo Erectus corria atrás de um pirilampo.
Repousou depois de duas quedas,
O pirilampo pousou entre duas pedras de sílex.
O pirilampo começou a acalorá-las,
A purificá-las e a seguir a iluminá-las,
Já perto das pedras e muito inquieto,
O Homo Erectus resolveu friccioná-las.
No meio da bruma noturna e da excitação,
Juntou bem perto de si alguma vegetação,
Friccionou até que sentiu o desafogo,
Primeira vez que um ser produzia fogo,
Foi com fogo na lareira, 
Que Sidarta Gautama meditou noites inteiras.

Conhecido por Buda o Iluminado, iluminou, 
Tentou salvar o nosso mundo abominado,
Dizia que tínhamos sido fulminados,
Pelo individualismo que ainda nos tem dominado.
Platão era um estudioso de Buda,
Como Buda dizia que quando mudas, tudo muda. 
Deixou mestria, na história da filosofia, 
Imensa sabedoria na ‘Alegoria da Caverna’.
De costas para a luz nunca terás alforria,
A tua mente será sempre sombria e subalterna,
Como a mente dos maldizentes de Copérnico,
E do Heliocentrismo que foi considerado blasfêmico.
Conhecimento sem fundamento científico,
Para Copérnico era embrutecimento excremento acadêmico,
O mesmo dizia o iluminista,
Rousseau o humanista,  e a rebeldia reformista.

A verdade é a conquista mesmo contra a monarquia
Questionar o estabelecido mesmo que seja heresia,
Como fez Thomas Edison o inventor
Sempre em experimentos, a testar e a analisar
Persistente, até descobrir o filamento
Que permitiu globalizar a lâmpada incandescente.
Lâmpada que fez de Moscovo luminosa
Onde Tolstói dedicou ao povo a sua prosa.
Dizia: quando praticas filantropia 
E sempre que és inspirador tu crias luz.  
Quanto mais luz mais atratividade,
As pessoas querem estar perto da luminosidade.
Normal querer luxo e querer enriquecer,
Mas só quando tens luz é que tens Poder.
Poder para guiar multidões e iluminar,
O obscurantismo com a arte de iluminar.

Refrão

Dá-me mais de ti, dá-me mais,
Dá-me o teu coração mano, e os teus ideais.
Estamos perdidos, ninguém nos conduz,
Tu és o nosso líder és a nossa luz. 

Dá-me mais de ti, dá-me mais,
Dá-me o teu coração mano, e os teus ideais.
Estamos perdidos, ninguém nos conduz,
Tu és sol, tu és luz! 

Sempre que tu és magnânimo, sempre que és inspirador, 
Tu estás a produzir Luz.
E as pessoas querem estar perto da Luz.
Por isso quando produzes Luz tu atrais pessoas,
E quanto mais altruísta, quanto mais inspirador tu fores,
Mais pessoas querem estar perto de ti,
Mais pessoas te querem seguir.
Esse é o verdadeiro Poder, o Poder da Luz.
Muita gente pensa que dinheiro é poder, 
Mas pessoas que verdadeiramente conseguem influenciar,
E guiar outras pessoas são os génios, os filantropos, os criadores de Luz. 
E mesmo quando tu morres, a tua Luz fica, fica o teu legado
Como ficou a Luz de Buda, a Luz de Tolstói.

Valete - Rap Consciente (Prod. Baghira)


Por mais que demore, sempre essa espera pelas linhas de Valete supera as expectativas, se tens alguma dúvida confira o vídeo e sinta essa letra.

Ele está de volta ao Rap sujo!


Ficha Técnica:

Produção: Baghira
Pré-Produção: MC Marechal
Pós-Produção: Slow J
Voz Refrão: Sergin
Mistura: Slow J
Gravado por M nos Estúdios Big Bit
Masterização: Chris Athens

Videoclipe

Realização e Edição: Afro Digital
Produtor: Igor Regalla

Letra:

Morte do meu pai afundou-me no alcoolismo,
Tu sucumbias se vivesses o meu transtorno,
Querem que eu faça música no meio do cataclismo,
Eu estive perto do abismo sem retorno,
Xeg, viu a minha aura dissolvida,
Não vou dizer aqui, aquilo que fizeste por mim X
Viste a minha paz absorvida pelo desgaste,
X,  salvaste-me a vida, tu sabes.
Estava em silêncio a viver a minha miséria,
Decadência funérea como dezembros na Sibéria,
Eu vi a vossa caminhada para o universo Pop,
E vi como emporcalharam o Hip Hop,
Bué sons de brisas e primaveras,
Até curto sons de amor mas bro tu exageras,
Com jeitinho faz beicinho, exibe autoestima,
E acaba esse videoclipe com um beijinho na menina.

Piroso do caralho,
Prodigioso para eles, para nos mais um paspalho.
Crónica ânsia para ser a estrela propalada,
Queres ser a estrela mais falada, com a música mais badalada,
Queres ir da calada, até à ascensão supersónica,
Com essa salada sinfónica de baladas radiofónicas.
Piroso do caralho,
És mesmo o tipo de MC excrementoso que eu estraçalho.
Como se a cultura tivesse sido subornada,
Estamos sem voz há muito tempo, nação desgovernada.
Letras eram granadas agora são gangrenadas,
Rap burro, não temos opinião sobre nada.
Manos em Angola perseguidos por ativismo,
Geração Snapchat ancorada no narcisismo,
3ª Guerra Mundial entre Ocidente e Jihadismo,
E nós com rimas de ostentação e materialismo.

Hip Hop em chamas, tenho de ser o MC bombeiro,
Dizer que somos azeiteiros, vendidos, é lisonjeiro,
Antes sentias o frisson do nosso rap guerrilheiro,
Agora já fazemos alianças com kizombeiros.
Observo as sinalizações,
E o teu estilo de prostituta nessas ritualizações,
Nós só queríamos saber de rimas e inovações,
Agora só preocupados com visualizações.
Tu viralizas, enquanto vigarizas,
10 milhões de views mas quem é visualiza,
Essas mesmas pitas atadas na alienação,
Desesperadas por atenção, descascadas no Instagram.
Nunca conquistas a fama, tu és só cobaia,
Capas de revista, deixa isso para a Maia,
Deixa a passadeira vermelha e essa azáfama,
Globos de Ouro, deixa isso para a Ágata.

Falo sem superioridade moral,
No passado em momentos também fui paradoxal,
Faltou-me essência, para manter a dissidência,
Faltou-me cadência, firmeza, coerência.
Mas estou de volta, para dar a reviravolta
De volta ao rap de revolta, pronto para qualquer embate,
Não há empates, de volta ao rap com tomates,
Não há derrotas, de volta ao rap de combate.
De volta à nudez, ye de volta à rudez,
Outra vez de volta para acabar com tanta mudez,
Outra vez de volta com o feeling do rap português,
Sem porquês, morte ao rap burguês.
Como um bruxo, com o capucho na cabeça,
Rimávamos pobreza hoje rimamos roupas de luxo,
Muito rap meigo, muito rap murcho,
Não se poupa cartuchos estou de volta ao rap sujo!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Valete - Na Batida dos Outros (2015)



Enquanto não chega o momento certo para o lançamento do prometido e aguardado "Homo Libero" de Valete, os BeatBombers mixaram essa coletânea com alguns remixes, versos soltos e participações que Viris realizou recentemente...

01. Intro (Prod. ElefantSoul)
02. Canal 115 (Remix) (Prod. Sam The Kid) 
03. Mariama - On My Way part. Remi e Valete (Prod. Mariama, CHI, Remi e GMB)
04. W-Magic - Bicho do Mato part. Valete e DJ Ketzal (Prod. The Unbeatables)
05. GMB - Amore Criminal part. Luche e Valete (Prod. Cookin Soul) 
06. Jimmy P - Marcha part. Valete (Prod. DJ Ride) 
07. Diversidad Experience (Remix) (Prod. Funx) 
08. Jimmy P - Revolution part. Valete (Prod. Reis)
09. 1 Passo da Glória (Remix) (Prod. Dario) 
10. Beatbombers (Skit)
11. Guerreiro Otomano (Prod. Nave)
12. O Munda Muda a Cada Gesto Teu (Remix) (Prod. Cabes) 
13. Hall Of Fame (Prod. Nucleo)
14. Gomorra (Snippet) (Prod. DJ Caique)
15. A Melhor Rima de Sempre (Prod. Orelha Negra)


W-Magic - "Bicho do Mato" com Valete e DJ Ketzal

Jimmy P - "Marcha" com Valete e DJ Ride

segunda-feira, 16 de março de 2015

#HIPHOPISHIPHOP - Hip Hop For The World (Clipe)

O projeto "Hip Hop For The World" reúne 14 MC's de 14 países diferentes, entre os convidados nomes ainda novos para nós e alguns monstros já consagrados do Hip Hop mundial.
 
Segundo a descrição do vídeo todo o dinheiro conseguido com a venda do single será revertida para a Unicef e para a Campanha de Educação de Crianças de Países em Desenvolvimento.
 
#HIPHOPISHIPHOP - Hip Hop for the World (Vídeo Clipe)
 
Estrelando:
 
San E - Coréia do Sul
Strike The Head - Itália
Frenkie - Bósnia
Pendekar - Singapura
Adx - Índia
Valete - Portugal
Mr Phormula - Wales (País de Gales)
Yacko - Indonésia
SadmAnn - Bangladesh
Julian Nagano - Japão
Deeb - Egito
Mr. Skin - Taiwan (República da China)
Redrama - Finlândia
KRS-One - Estados Unidos
 
+info:

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Valete - Guerreiro Otomano (Bento Algarvio) (Prod, Nave)


Guerreiro Otomano é a mais nova música de Valete, trilha oficial de combate do Bento Algarvio (Campeão Mundial de Boxe), pugilista português pelo qual a admiração de Valete fica evidente e explícita neste beat do Nave


Sente aí...

Valete - Guerreiro Otomano (Bento Algarvio)

+info:


domingo, 21 de junho de 2009

Regula ‎- Mixtape Kara Davis Vol. 2: Lisa Chu (Horizontal Records, 2009)


Já ouviu falar do Regula?
Ele é um dos grandes nomes do Rap Tuga, vem ganhando cada vez mais destaque devido ao seu jeito debochado ao mesmo tempo que cheio de marra; Essa é a Mixtape Kara davis Vol. 2: Lisa Chu, mixada pelo DJ Kronic, com participações mais que especiais.



01. Regula
02. Holly Hood e Regula
03. Nga e Regula
04. Short Size
05. Eida
06. Snake e Regula
07. Sam The Kid
08. El Loko e Regula
09. Ditadores
10. Valete e Regula
11. Magnum 44
12. Xeg
13. Regula
14. Peep Show - Mr. More, Super Shor, Regula e Tekilla
15. Regula
16. Short Size, Regula, Holly Hood e DJ Cruzfader

DOWNLOAD

Capicua - Goes Preemo Mixtape Vol. 1 (2008)


Rap feminino português, bem representado e mantendo a essência através de uma Mixtape constituída por 8 faixas com participações de Valete e M7 em instrumentais clássicas produzidas por DJ Premier, ouve aí...



01. Intro
02. 44 barras
03. Alfazema
04. Lingerie (com Valete)
05. Rascunho
06. Historia de Amor
07. Estilista
08. 7 Dias (com M7)

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sábado, 23 de maio de 2009

Valete - Discografia 2002/2012

Primeiro trabalho solo oficial do português Keidje Lima mais conhecido por Valete com colaboração de seu companheiro de Canal 115, Bónus, é um trabalho simples mas que deixa marcas na lembrança auditiva, me recordo ainda a primeira vez que ouvi este trabalho e foi inevitável não tornar a escutá-lo novamente.


Valete - Educação Visual (2002)

01. Educação Visual (00:18)
02. Nossos Tempos (03:19)
03. Ele e Ela part. Bónus (03:26)
04. Serial Killer (04:13)
05. À Noite part. Bónus (03:43)
06. Exibicionismo (00:28)
07. Liricistas part. Adamastor, Chullage, Ace e Fuse (06:28)
08. Beleza Artificial part. Bónus e Sam the Kid (04:27)
09. Nada à Perder (04:18)
10. Pseudo MC's part. Bónus (04:05)
11. Mulher que Deus amou (03:41)
12. Chegou a Hora (03:02)
13. Freelancer (Ao Vivo) (03:32)
14. Ser ou não ser part. Bónus (03:06)

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Valete - À Noite part. Bónus (Vídeo Clipe)

Trabalho posterior à Educação Visual, o disco Serviço Público contém uma carga bem mais pesada e motivacional voltada à revolução, seja ela interna ou externa, cada faixa tem um propósito que é sentido mas só é compreendido ao término da Anti-Herói, diga-se de passagem uma das mais pesadas do disco.


Valete - Serviço Público (2006)

01. Coisas Do Género part. Galy (00:52)
02. Serviço Público part. DJ StikUp e Selma (03:25)
03. 15 Segundos De Hugo Chavez (00:39)
04. Revelação part. Raquel Oliveira (06:00)
05. Pela Música Pt. 1 part. Bónus (02:35)
06. Pela Música Pt. 2 part. Ikonoklasta e Sam the Kid (07:25)
07. Canal 115 part. Adamastor, Bónus e DJ StikUp (05:38)
08. Subúrbios part. DJ StikUp (04:33)
09. Os Meus part. Bomberjack e  Bónus (04:49)
10. Não Te Adaptes part. Selma (03:54)
11. Masturbação Mental (03:17)
12. 15 Segundos de Fidel Castro (00:42)
13. Monogamia part. Bomberjack e Sara Ribeiro (04:04)
14. Roleta Russa part. Luisa (06:56)
15. 15 Segundos de Che Guevara (00:24)
16. Anti-Héroi part. Selma (04:26)

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Valete - Anti-Herói (Vídeo Clipe)

Após um hiato de 6 anos sem lançar nenhum disco, Valete continua nos surpreendendo a cada música solta que libera, e talvez para condensar um pouco mais o efeito dos trabalhos que tem desenvolvido juntou um time de peso para compôr a Mixtape Contra Cultura, recomendo.


Valete apresenta: Mixtape Contra Cultura (2012)

01. Valete e Bónus - Damaia (1°Parte da Trilogia) (2º beat Prod. Dario) (05:03)
02. Jimmy P - Natty Dread (03:04)
03. Praga - Nha Style Eh Peso (02:41)
04. Valete, Jimmy P, Azagia e Tamin - Sente Medo (05:15)
05. Azagaia - Jihad Lirico (Prod. Milton Gulli) (03:03)
06. Tamin - O Sol A Bater (Prod. Coca e Trixx) (02:00)
07. Valete - Ainda Há Tempo (03:29)
08. Regula e Leftside - Casanova (Prod. Fyah Box) (03:30)
09. Bónus - Contra-Cultura (Prod. Kronik) (02:49)
10. Valete, Azagaia e Bónus - Refugiados (05:01)
11. 2 Caras - Frank Lucas (Prod. Triggah) (03:03)
12. Sacik Brow - Mantém Firmeza (02:44)
13. Valete - No Meu Quarto (06:40)
14. Kristo - O Próprio (Prod. Randy One) (03:16)
15. Valete - Industria Do Nada (04:09)
16. No Money, Kaly Jah e Junior Jah - Não Imaginas (02:31)
17. João Pequeno - 10 Mandamentos (Prod. João Pequeno) (01:40)
18. Tamin e Valete - José e Pilar (Prod. Nave) (02:47)
19. Sacik Brow, Valete e Praga - Pronto Para Tudo (04:04)
20. Marechal - Sangue Bom (Prod. Luiz Café) (04:10)
21. Valete - Só Quero Ser Eu (Prod. M e Sara Tavares) (02:37)

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E recentemente Valete esteve em São Paulo para participar da Semana do Hip-Hop e de quebra ainda se apresentou no Vale do Anhangabaú no centro da cidade junto com Adamastor, confiram a tracklist e mais abaixo a apresentação na integra...


Valete - Semana do Hip-Hop - São Paulo (2014)

01. Serial Killer
02. Vampiris (Acapella)
03. Mulheres Da Minha Vida
04. Os Melhores Anos
05. Hall Of Fame
06. Underground (Adamastor)
07. À Noite
08. Pseudo MC's
09. Kem é K (Adamastor)
10. Não pára 
11. No Meio das Labaredas
12. Subúrbios
13. Canal 115
14. Roleta Russa
15. Fim da Ditadura
16. Anti-Herói
17. Damaia (Psicose) 

Apresentação completa disponível via YouTube.


Valete - Biografia:

Sou filho de São Tomenses. No fim dos anos 70, os meus pais vieram para Portugal. Meu pai veio estudar Engenharia Electrotécnica com uma bolsa de estudos e trouxe também a minha mãe. Já namoravam nessa altura. Fui um filho indesejado, a minha mãe ganhava dinheiro a costurar em casa e o meu pai sustentava-se com uma bolsa de estudos precária. Éramos pobres comó caralho. Vivíamos em Benfica, com mais duas famílias. Uma casa de 3 assoalhadas onde viviam 11 pessoas. Era mesmo fodido. Dinheiro nunca chegava e o meu pai teve que em vários momentos abandonar os estudos para ir trabalhar 10/12 horas por dia, em qualquer biscate que aparecesse.
Cresci com o meu pai a contar-me histórias da época colonial em São Tomé e também muitas histórias do apartheid na África do Sul. Creio ter sido daí que ganhei um certo espírito inconformado. Eu e o meu mano Dudu (1 ano mais novo que eu), que também vivia comigo em Benfica e mais tarde mudou-se para a Damaia de Cima, costumávamos passar os meses de Verão numa Colónia de Férias organizada pelo Hospital de Santa Maria (mãe dele era lá enfermeira). Lembro-me que para aí no ano de 90 ou 91 estava a bater bué Mc Hammer e Vanilla Ice. Nós passávamos a vida a dançar e a cantar aquilo. Na colónia organizávamos mesmo concursos de dança para ver quem se assemelhava mais ao Hammer ou ao Vanilla. Grandes Tempos.
Uns tempos depois conheci um primo meu afastado, que vivia nos Olivais, e ele mostrou-me Public Enemy e Run DMC. Xiii aquilo era diferente, fuck Hammer e Vanilla. Sentia-se muita energia na rima, muita dureza nas palavras. Tinha 12, 13 anos, e ficava fascinado com a forma como aqueles rappers se expressavam livremente, sem medo do politicamente incorrecto, sem medo das informalidades. Também era fantástico ver o impacto que uma letra podia ter nas pessoas. Public Enemy eram quase como professores para muitos dos jovens que os seguiam.
93 foi um ano decisivo para mim, e creio que para muitos rappers portugueses. Foi quando saiu o 1º álbum de Gabriel o Pensador. Foi o primeiro álbum de rap cantado em português que eu ouvi. Aquilo era mesmo viciante. E nessa altura foi quando pensei que também queria ser rapper, mas não avancei porque não tinha estímulos, não tinha mais ninguém para partilhar os meus gostos. Vivia na Calçada do Tojal em Benfica, e naquela zona só eu é que gostava de rap. Era foda.
Em 95 conheci o Adamastor e o Sílvio, também viviam em Benfica. E aí tudo mudou mesmo, eles falaram-me do programa Repto do José Mariño na Antena 3, tornei-me ouvinte assíduo e fui também dos primeiros clientes da TV Cabo. Estava sempre sintonizado na MTV a ver o “Yo MTV Raps”. Tornei-me quase um expert de HipHop music. Conhecia todos os mc’s, ouvia quase todos os álbuns.
Em 96 já estava mesmo determinado a ser um rapper, achava já que tinha conhecimento suficiente da História para começar. O Adamastor também já tinha começado a escrever rimas e incentivava-me muito, mas lembro-me que num curto espaço de tempo aconteceram duas coisas marcantes. Saiu na rádio uma maquete de Dealema com Ace “Mafilia”, e fui ao Johnny Guitar e vi o Nigga War e os Nexo a actuarem. Pensei: “Foda-se estes gajos são muitos bons, vou rimar para quê? Para ser só mais um?”. Não tinha confiança nenhuma, abandonei a ideia de começar a rimar.
Em 97, escrevi uma rima só mesmo naquela, mostrei ao Adamastor, ele curtiu, depois também mostrei ao Vinagre (que conheci nessa altura) e ele disse mesmo que não fazia sentido eu não continuar a rimar. Provavelmente senão fosse o incentivo do Adamastor e do Vinagre nunca teria continuado a rimar. São estas pequenas coisas que às vezes traçam o destino d’um gajo.
O Vinagre apresentou-me o Sam, e em casa do Sam gravámos uma maquete os 3. O Bomberjack ouviu e convidou-me a mim e ao Sam para a mix tape dele ”Reencontro do Vinyl vol 1”. Foi talvez o momento mais feliz na minha carreira de rap. Nessa mix-tape participavam também o Sanryze, Boss Ac, Nexo, Family, PacMan etc. Alguns dos melhores rappers daquela altura. O people gostou do que rimei ali. Meu nome espalhou pela comunidade HipHop. O José Mariño também passou a minha parte algumas vezes no programa dele, e a partir daí comecei a ser convidado para concertos e outras mix-tapes. Ainda em 97, em casa do Bomberjack gravámos a nossa primeira maquete “Mundo Resignado”. Ehehe podre comó caralho, mas era a primeira, compreende-se.
Dei vários concertos, com o Adamastor, continuei a participar em mix-tapes do Bomberjack e também do Cruzfader. Nessa altura, 98 estava muito hábil a fazer improvisos. Vivi um ano na Margem Sul e lá passava as noites a fazer battles e improvisos. Algumas cenas que fiz em mixtapes foram mesmo sem escrever.
O dia mais triste nesta minha Jornada pelo rap tuga foi em 99. Foi um concerto na margem sul. Ia actuar Nexo e Canal 115 (eu e o Adamastor). Levámos o Bomberjack, o Sam e o NBC para o nosso concerto. Tínhamos ensaiado duas semanas, estava lá toda a gente do HipHop de Lisboa e arredores. Demos um grande concerto, dos nossos melhores, mas o publico simplesmente não se manifestou. Cantávamos as músicas e era silêncio total. Nem um aplauso, só faltava mesmo atirarem-nos com tomates. E mais fodido é que os Nexo actuaram a seguir a nós e arrebentaram com aquilo tudo, levaram o público à loucura. Para completar a organização nem nos pagou o cachet. Foi mesmo traumático para mim, jurei nunca mais subir num palco. Era novo, e depois daquilo abandonei praticamente o rap. Convidavam-me para concertos, participações, mix-tapes, negava tudo. Nem nunca mais me viram em festas de HipHop. Já não queria mais saber.
Pouco tempo depois tinha entrado para a faculdade, para fazer o Curso de Ciências da Comunicação, já nem pensava em fazer rap. Estava deprimido, achava mesmo que ninguém me queria ouvir. Mas quem faz rap, sabe que isto é droga dura. É mesmo difícil largar. Conheci o Bónus, vi nele inspiração, e o Adamastor incentivava-me sempre, dizia que eu era especial, que eu tinha nascido para fazer rap. Motivei-me e em 2001 decidi fazer um álbum. Não tinha um tostão, nem sabia como e onde ia gravar o álbum. Tinham aparecido algumas editoras de rap, mas nenhuma me tinha feito convite. Estava desaparecido, muitos já nem se lembravam de mim, alguns pensavam mesmo que tinha abandonado o rap. Falei com o Bomberjack e ele deixou-me gravar os sons no home-studio dele. Depois mistura, masterização, reprodução de cd’s foi tudo pago com a ajuda dos amigos. Foi dessa forma que nasceu a Horizontal.
Setembro de 2002, saiu o meu primeiro álbum “Educação Visual”. Foi pesado, superou qualquer expectativa que pudesse ter. Recebia props de norte a sul do país. Senti mesmo que tinha feito algo importante para o rap português.
Em 2004 pela Horizontal, lançámos Poesia Urbana vol 1, fiz para essa compilação um som chamado “Fim Da Ditadura”. Senti que foi um som que também que teve muito impacto, inclusive pessoas muito distantes do HipHop, vinham-me falar desse som, e de como aquela música lhes tinha tocado. Esses elogios iam-me deixando cada vez mais confiante, comecei a acreditar mesmo que fazer rap, era quase como uma missão para mim. Devia isso às pessoas que me seguiam.
Em 2006, saiu o meu segundo álbum “Serviço Público”, o álbum teve um impacto bem para além da esfera do HipHop. Foi eleito pelos leitores do Blitz como uns dos 10 melhores álbuns de toda a música portuguesa em 2006, e foi também considerado por várias publicações como uma referência da música de intervenção em Portugal. O videoclip Anti-Herói teve 4 meses no top 20 dos videoclips mais votados da MTV, e sons como o “Roleta Russa” andavam na boca de toda a gente. Com o “Serviço Público” percebi mesmo que não era um mc só para “HipHoppers”. Senti mesmo que tinha esse dom para fazer rap comunicativo e para chegar com facilidade a todas as pessoas. Estou agora a trabalhar no meu 3º álbum. Para mim será quase como um início porque nesta altura sinto que estou na minha melhor forma de sempre, e quero mostrar ás pessoas toda a minha versatilidade no rap. Depois do álbum, virão concertos, e mais projectos ligados à Horizontal. Acreditem, agora é mesmo um só caminho.

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