Ramon Moreno de Freitas e Silva, mais conhecido pela alcunha de De Leve, é um rapper do Estado do Rio de Janeiro, do município de Niterói. é comumente lembrado por suas rimas com teor debochado e críticas à mídia e à alguns profissionais do Hip-Hop brasileiro, além de misturar seu Rap com vários outros gêneros musicais. Ele é um dos membros fundadores do extinto coletivo Quinto Andar.
De Leve - Introduzindo... De Leve (2001)
01. Nego Gosta (04:07)
02. Largado (03:14)
03. Melancólico Irônico (05:13)
04. Tio De Leve (03:49)
05. Eu Rimo na Direita (02:40)
06. Vai Vendo (04:11)
07. Eu Bolo (04:25)
01. Prá Bombar no Seu Estéreo (03:10)
02. Sem Neurose (03:07)
03. Caipirinha-Man (03:54)
04. Menstruação (03:25)
05. É Ming (02:43)
06. Rapper de Mentira (03:28)
07. Essa É pros Amigos (06:13)
08. Nego Gosta (04:07)
09. Largado (03:14)
10. Melancólico Irônico (05:13)
11. Tio de Leve (03:49)
12. Eu Rimo na Direita (02:40)
13. Vai Vendo (04:11)
14. Eu Bólo (04:25)
01. México (02:40)
02. Se Liga (03:45)
03. Feipa (03:41)
04. Diploma (03:34)
05. Tema da Novela das 8 (02:46)
06. Rolé de Camelim (03:53)
07. Todo Errado (03:48)
08. Isso sim é uma piada (04:12)
09. Caô Fudido (03:31)
10. Pode Queimar (03:02)
11. Magali, Carol, Bisteca e Chuleta (04:26)
01. Sempre a Caminhar (02:36)
02. O Que Você Conta (03:34)
03. Pra Ser Feliz (03:39)
04. O Que Nego Quer (03:10)
05. Quero-Te Bem (03:28)
06. Quer Dançar (04:52)
07. Elas São Sinistras (04:26)
08. Quem Disse Que Caramujo Não Tem Coração (03:57)
09. Minha Maluca (03:57)
10. Dinhêro (03:26)
11. A Lenda (03:45)
Skype: mcdeleve (tratar c/ Leo Montanha)
contatomcdeleve@gmail.com
O Caramujo Sonolento estava bem cansado e de repente sentiu vontade de cantar sobre as figuraças que o rodeavam e deu no que deu...
Confere aí!
Caramujo Sonolento - Rastejando entre Cogumelos (2002)
01. A Lenda (03:43)
02. Du Gato em Bridge (02:45)
03. Meu Pai (tem A.K.A.) (04:04)
04. Paulinho Baleiro (03:08)
05. Pequenóquio (03:11)
06. Quem disse que Caramujo não tem Coração (03:59)
07. Rastejando entre Cogumelos (01:36)
08. Sinuca e Porrinha (02:37)
09. Vinheta (01:14)
01. Amor 100 Remédio (03:52)
02. Com Bola e Tudo (03:02)
03. Nadadora (04:26)
04. Não Te Dou (03:06)
05. Perdeu Playboy (04:21)
06. Vingativo (03:59)
07. Planeta Gordo (03:51)
E tudo o que se move Promove-se a cinética E de palavras, a fonética Encanta o auricular Lar do que se ouve Louve a Deus
E louve aos seus sentidos Até que não mais façam sentido
E que falta de sentido isso faz E que falta de sentido isso traz
Isso faz... Com que iras necessitem de ponteiros E as horas de cólera, e desejos de vingança Como herança, a quem não foi herdeiro de safiras
Como um cordeiro atirado as feras Delira Tendo a ira como amante A caminho do ouro e dos diamantes Antes, durante e depois de lapidar a tantas pedras brutas.
Primeiro trabalho solo oficial do português Keidje Lima mais conhecido por Valete com colaboração de seu companheiro de Canal 115, Bónus, é um trabalho simples mas que deixa marcas na lembrança auditiva, me recordo ainda a primeira vez que ouvi este trabalho e foi inevitável não tornar a escutá-lo novamente.
Valete - Educação Visual (2002)
01. Educação Visual (00:18)
02. Nossos Tempos (03:19)
03. Ele e Ela part. Bónus (03:26)
04. Serial Killer (04:13)
05. À Noite part. Bónus (03:43)
06. Exibicionismo (00:28)
07. Liricistas part. Adamastor, Chullage, Ace e Fuse (06:28)
08. Beleza Artificial part. Bónus e Sam the Kid (04:27)
09. Nada à Perder (04:18)
10. Pseudo MC's part. Bónus (04:05)
11. Mulher que Deus amou (03:41)
12. Chegou a Hora (03:02)
13. Freelancer (Ao Vivo) (03:32)
14. Ser ou não ser part. Bónus (03:06)
Trabalho posterior à Educação Visual, o disco Serviço Público contém uma carga bem mais pesada e motivacional voltada à revolução, seja ela interna ou externa, cada faixa tem um propósito que é sentido mas só é compreendido ao término da Anti-Herói, diga-se de passagem uma das mais pesadas do disco.
Valete - Serviço Público (2006)
01. Coisas Do Género part. Galy (00:52)
02. Serviço Público part. DJ StikUp e Selma (03:25)
03. 15 Segundos De Hugo Chavez (00:39)
04. Revelação part. Raquel Oliveira (06:00)
05. Pela Música Pt. 1 part. Bónus (02:35)
06. Pela Música Pt. 2 part. Ikonoklasta e Sam the Kid (07:25)
07. Canal 115 part. Adamastor, Bónus e DJ StikUp (05:38)
08. Subúrbios part. DJ StikUp (04:33)
09. Os Meus part. Bomberjack e Bónus (04:49)
10. Não Te Adaptes part. Selma (03:54)
11. Masturbação Mental (03:17)
12. 15 Segundos de Fidel Castro (00:42)
13. Monogamia part. Bomberjack e Sara Ribeiro (04:04)
14. Roleta Russa part. Luisa (06:56)
15. 15 Segundos de Che Guevara (00:24)
16. Anti-Héroi part. Selma (04:26)
Após um hiato de 6 anos sem lançar nenhum disco, Valete continua nos surpreendendo a cada música solta que libera, e talvez para condensar um pouco mais o efeito dos trabalhos que tem desenvolvido juntou um time de peso para compôr a Mixtape Contra Cultura, recomendo.
Valete apresenta: Mixtape Contra Cultura (2012)
01. Valete e Bónus - Damaia (1°Parte da Trilogia) (2º beat Prod. Dario) (05:03)
02. Jimmy P - Natty Dread (03:04)
03. Praga - Nha Style Eh Peso (02:41)
04. Valete, Jimmy P, Azagia e Tamin - Sente Medo (05:15)
05. Azagaia - Jihad Lirico (Prod. Milton Gulli) (03:03)
06. Tamin - O Sol A Bater (Prod. Coca e Trixx) (02:00)
07. Valete - Ainda Há Tempo (03:29)
08. Regula e Leftside - Casanova (Prod. Fyah Box) (03:30)
09. Bónus - Contra-Cultura (Prod. Kronik) (02:49)
10. Valete, Azagaia e Bónus - Refugiados (05:01)
11. 2 Caras - Frank Lucas (Prod. Triggah) (03:03)
12. Sacik Brow - Mantém Firmeza (02:44)
13. Valete - No Meu Quarto (06:40)
14. Kristo - O Próprio (Prod. Randy One) (03:16)
15. Valete - Industria Do Nada (04:09)
16. No Money, Kaly Jah e Junior Jah - Não Imaginas (02:31)
17. João Pequeno - 10 Mandamentos (Prod. João Pequeno) (01:40)
18. Tamin e Valete - José e Pilar (Prod. Nave) (02:47)
19. Sacik Brow, Valete e Praga - Pronto Para Tudo (04:04)
20. Marechal - Sangue Bom (Prod. Luiz Café) (04:10)
21. Valete - Só Quero Ser Eu (Prod. M e Sara Tavares) (02:37)
E recentemente Valete esteve em São Paulo para participar da Semana do Hip-Hop e de quebra ainda se apresentou no Vale do Anhangabaú no centro da cidade junto com Adamastor, confiram a tracklist e mais abaixo a apresentação na integra...
Sou filho de São Tomenses. No fim dos anos 70, os meus pais vieram para Portugal. Meu pai veio estudar Engenharia Electrotécnica com uma bolsa de estudos e trouxe também a minha mãe. Já namoravam nessa altura. Fui um filho indesejado, a minha mãe ganhava dinheiro a costurar em casa e o meu pai sustentava-se com uma bolsa de estudos precária. Éramos pobres comó caralho. Vivíamos em Benfica, com mais duas famílias. Uma casa de 3 assoalhadas onde viviam 11 pessoas. Era mesmo fodido. Dinheiro nunca chegava e o meu pai teve que em vários momentos abandonar os estudos para ir trabalhar 10/12 horas por dia, em qualquer biscate que aparecesse.
Cresci com o meu pai a contar-me histórias da época colonial em São Tomé e também muitas histórias do apartheid na África do Sul. Creio ter sido daí que ganhei um certo espírito inconformado. Eu e o meu mano Dudu (1 ano mais novo que eu), que também vivia comigo em Benfica e mais tarde mudou-se para a Damaia de Cima, costumávamos passar os meses de Verão numa Colónia de Férias organizada pelo Hospital de Santa Maria (mãe dele era lá enfermeira). Lembro-me que para aí no ano de 90 ou 91 estava a bater bué Mc Hammer e Vanilla Ice. Nós passávamos a vida a dançar e a cantar aquilo. Na colónia organizávamos mesmo concursos de dança para ver quem se assemelhava mais ao Hammer ou ao Vanilla. Grandes Tempos.
Uns tempos depois conheci um primo meu afastado, que vivia nos Olivais, e ele mostrou-me Public Enemy e Run DMC. Xiii aquilo era diferente, fuck Hammer e Vanilla. Sentia-se muita energia na rima, muita dureza nas palavras. Tinha 12, 13 anos, e ficava fascinado com a forma como aqueles rappers se expressavam livremente, sem medo do politicamente incorrecto, sem medo das informalidades. Também era fantástico ver o impacto que uma letra podia ter nas pessoas. Public Enemy eram quase como professores para muitos dos jovens que os seguiam.
93 foi um ano decisivo para mim, e creio que para muitos rappers portugueses. Foi quando saiu o 1º álbum de Gabriel o Pensador. Foi o primeiro álbum de rap cantado em português que eu ouvi. Aquilo era mesmo viciante. E nessa altura foi quando pensei que também queria ser rapper, mas não avancei porque não tinha estímulos, não tinha mais ninguém para partilhar os meus gostos. Vivia na Calçada do Tojal em Benfica, e naquela zona só eu é que gostava de rap. Era foda.
Em 95 conheci o Adamastor e o Sílvio, também viviam em Benfica. E aí tudo mudou mesmo, eles falaram-me do programa Repto do José Mariño na Antena 3, tornei-me ouvinte assíduo e fui também dos primeiros clientes da TV Cabo. Estava sempre sintonizado na MTV a ver o “Yo MTV Raps”. Tornei-me quase um expert de HipHop music. Conhecia todos os mc’s, ouvia quase todos os álbuns.
Em 96 já estava mesmo determinado a ser um rapper, achava já que tinha conhecimento suficiente da História para começar. O Adamastor também já tinha começado a escrever rimas e incentivava-me muito, mas lembro-me que num curto espaço de tempo aconteceram duas coisas marcantes. Saiu na rádio uma maquete de Dealema com Ace “Mafilia”, e fui ao Johnny Guitar e vi o Nigga War e os Nexo a actuarem. Pensei: “Foda-se estes gajos são muitos bons, vou rimar para quê? Para ser só mais um?”. Não tinha confiança nenhuma, abandonei a ideia de começar a rimar.
Em 97, escrevi uma rima só mesmo naquela, mostrei ao Adamastor, ele curtiu, depois também mostrei ao Vinagre (que conheci nessa altura) e ele disse mesmo que não fazia sentido eu não continuar a rimar. Provavelmente senão fosse o incentivo do Adamastor e do Vinagre nunca teria continuado a rimar. São estas pequenas coisas que às vezes traçam o destino d’um gajo.
O Vinagre apresentou-me o Sam, e em casa do Sam gravámos uma maquete os 3. O Bomberjack ouviu e convidou-me a mim e ao Sam para a mix tape dele ”Reencontro do Vinyl vol 1”. Foi talvez o momento mais feliz na minha carreira de rap. Nessa mix-tape participavam também o Sanryze, Boss Ac, Nexo, Family, PacMan etc. Alguns dos melhores rappers daquela altura. O people gostou do que rimei ali. Meu nome espalhou pela comunidade HipHop. O José Mariño também passou a minha parte algumas vezes no programa dele, e a partir daí comecei a ser convidado para concertos e outras mix-tapes. Ainda em 97, em casa do Bomberjack gravámos a nossa primeira maquete “Mundo Resignado”. Ehehe podre comó caralho, mas era a primeira, compreende-se.
Dei vários concertos, com o Adamastor, continuei a participar em mix-tapes do Bomberjack e também do Cruzfader. Nessa altura, 98 estava muito hábil a fazer improvisos. Vivi um ano na Margem Sul e lá passava as noites a fazer battles e improvisos. Algumas cenas que fiz em mixtapes foram mesmo sem escrever.
O dia mais triste nesta minha Jornada pelo rap tuga foi em 99. Foi um concerto na margem sul. Ia actuar Nexo e Canal 115 (eu e o Adamastor). Levámos o Bomberjack, o Sam e o NBC para o nosso concerto. Tínhamos ensaiado duas semanas, estava lá toda a gente do HipHop de Lisboa e arredores. Demos um grande concerto, dos nossos melhores, mas o publico simplesmente não se manifestou. Cantávamos as músicas e era silêncio total. Nem um aplauso, só faltava mesmo atirarem-nos com tomates. E mais fodido é que os Nexo actuaram a seguir a nós e arrebentaram com aquilo tudo, levaram o público à loucura. Para completar a organização nem nos pagou o cachet. Foi mesmo traumático para mim, jurei nunca mais subir num palco. Era novo, e depois daquilo abandonei praticamente o rap. Convidavam-me para concertos, participações, mix-tapes, negava tudo. Nem nunca mais me viram em festas de HipHop. Já não queria mais saber.
Pouco tempo depois tinha entrado para a faculdade, para fazer o Curso de Ciências da Comunicação, já nem pensava em fazer rap. Estava deprimido, achava mesmo que ninguém me queria ouvir. Mas quem faz rap, sabe que isto é droga dura. É mesmo difícil largar. Conheci o Bónus, vi nele inspiração, e o Adamastor incentivava-me sempre, dizia que eu era especial, que eu tinha nascido para fazer rap. Motivei-me e em 2001 decidi fazer um álbum. Não tinha um tostão, nem sabia como e onde ia gravar o álbum. Tinham aparecido algumas editoras de rap, mas nenhuma me tinha feito convite. Estava desaparecido, muitos já nem se lembravam de mim, alguns pensavam mesmo que tinha abandonado o rap. Falei com o Bomberjack e ele deixou-me gravar os sons no home-studio dele. Depois mistura, masterização, reprodução de cd’s foi tudo pago com a ajuda dos amigos. Foi dessa forma que nasceu a Horizontal.
Setembro de 2002, saiu o meu primeiro álbum “Educação Visual”. Foi pesado, superou qualquer expectativa que pudesse ter. Recebia props de norte a sul do país. Senti mesmo que tinha feito algo importante para o rap português.
Em 2004 pela Horizontal, lançámos Poesia Urbana vol 1, fiz para essa compilação um som chamado “Fim Da Ditadura”. Senti que foi um som que também que teve muito impacto, inclusive pessoas muito distantes do HipHop, vinham-me falar desse som, e de como aquela música lhes tinha tocado. Esses elogios iam-me deixando cada vez mais confiante, comecei a acreditar mesmo que fazer rap, era quase como uma missão para mim. Devia isso às pessoas que me seguiam.
Em 2006, saiu o meu segundo álbum “Serviço Público”, o álbum teve um impacto bem para além da esfera do HipHop. Foi eleito pelos leitores do Blitz como uns dos 10 melhores álbuns de toda a música portuguesa em 2006, e foi também considerado por várias publicações como uma referência da música de intervenção em Portugal. O videoclip Anti-Herói teve 4 meses no top 20 dos videoclips mais votados da MTV, e sons como o “Roleta Russa” andavam na boca de toda a gente. Com o “Serviço Público” percebi mesmo que não era um mc só para “HipHoppers”. Senti mesmo que tinha esse dom para fazer rap comunicativo e para chegar com facilidade a todas as pessoas. Estou agora a trabalhar no meu 3º álbum. Para mim será quase como um início porque nesta altura sinto que estou na minha melhor forma de sempre, e quero mostrar ás pessoas toda a minha versatilidade no rap. Depois do álbum, virão concertos, e mais projectos ligados à Horizontal. Acreditem, agora é mesmo um só caminho.
"O mundo é muito grande pra gente tentar mudar sozinho..."
Sarksmo & Choco - Para Além do Capital (2008)
01 Intro (00:38)
02 Não se fazem mais (04:20)
03 Qual o Sentido? (04:17)
04 Imensidão Pequena (03:44)
05 Fora do Contexto (02:31)
06 Por Favor (03:44)
07 Várias Coisas (03:12)
08 Herói Morre Doido (02:58)
09 Monstros (02:51)
10 Música para Suicidas (03:07)
11 Mais que eu esperava (03:04)
12 Mesmo que... (03:21)
13 Ciclo Venenoso (03:09)
14 Quantos Olhos pra me falar? (04:13)
15 Eu Pensei (02:22)
16 Me diz... (08:04)
Aos que contribuíram diretamente pra que esse trabalho se realizasse: Ogi, Dandan, Raphão, Kurru, Munhoz e Emílio; a todos e todas que estão com a gente no dia a dia (pessoas verdadeiramente importantes); a todos amigos e amigas, coletivo Kilombagem, aos movimentos que visam uma nova vida em sociedade, e aos DJ’s, MC’s, B.boys/B.girls e Graffiteiros que mantém a Cultura Hip-Hop viva. Muita força pra nóis!
Este é Sarksmo (MC/Produtor), um daqueles malucos que de tanta capacidade inventiva acabou tendo que criar alguns personagens para dar conta de tanta criatividade e "Coisas" que tinha a dizer. Eis que surge Zig Frid Bender, uma criança que assim como Sarksmo também descobriu no Rap uma maneira de expressar seu ponto de vista com relação ao que vê e ao que vive, se ainda não ouviu não perca mais tempo...
Sarksmo & Zig Frid Bender - "Coisas"
01. Ligação do Zig (01:05)
02. À todos meus (01:49)
03. Enquanto 2 mais 2 for 4 (01:32)
04. Você (02:23)
05. Minha sinceridade (02:25)
06. Campo de concentração (01:38)
07. Cuidado com seu rabo (02:52)
08. Na psicocial (02:06)
09. Passeio macio (01:45)
10. O burro e a sombra (02:17)
11. Até mais... (00:23)
12. Entre a vista (08:36)
13. Intro (01:10)
14. Apenas isso (01:37)
15. Ao seu bom dia (01:36)
16. Natal (parte 2) (01:36)
17. Festa do tru (01:21)
18. Galinha dos ovos de ouro (02:18)
19. Nada pra faze (01:33)
20. Você gosta de laranja? (01:26)
21. Ser estranho (01:36)
22. Intronetal (01:06)
23. Coisas (02:26) DOWNLOAD
E tento transmitir o calor pelas frias salas de bate-papo
Mas o papo nunca passa batido
Sempre encontro algum sentido
Mesmo na conversa mais dispersa
Algo que interessa sempre me aparece
Alguém interessante sempre parece menos interessante do que realmente é
Super interessante
Como saber que se faz heavy metal na terra do axé.
***
Por Bruno G. dos Santos.
***
Escrevi essa pra alguns amigos virtuais, em especial pra Paloma, vide: http://algumaoutracoisa.blogspot.com/ e pra todo pessoal de Salvador, sem esquecer tantas outras amizades geradas na rede e que levadas ou não pra rua, mostraram-me algum valor, ou me fizeram pensar em algo. Então como diria De Leve: essa é pros amigos...
Eis aqui um trabalho que desde que peguei não paro de ouvir, foi um amigo que me apresentou esse trampo, gostei do que ouvi e resolvi postá-la aqui pra que esse trabalho chegue o mais longe possível. Quem resolver conferir e se identificar divulgue, a cena só se expande dessa forma, é questão de um ajudar o outro.
AXL - Curta Metragem EP (2008)
01. Cena 1 (prod. AXL)
02. Curta Metragem (prod. DÖ)
03. Ouvidos Calibrados part. Hard Flow (prod. AXL)
O EP Curta Metragem conta com produções do próprio AXL e do MC/Beatmaker DÖ. Este é um trabalho independente, com conteúdo e identidade própria estampados do começo ao fim, apesar de conter apenas 6 faixas fica evidente que há muito à ser dito através desses curta-metragens
A Mixtape Caos Pessoal do rapper AXL foi lançada em 06 de Outubro de 2010 e ultrapassou a marca de 5.000 mil cópias vendidas, ganhou 2 vídeo-clipes e conta com as produções de Laudz, Skeeter, Dö e Caene, todos os Scratches são do DJ Sleep e a mix e master ficaram por conta de Luiz Café.
À quem se interessar também está disponível este mesmo disco em versão Acapella.
No dia 06 de Julho de 2011 foi lançado o álbum Quando É Preciso Voltar. Ele é um disco que resulta da parceria entre AXL e Skeeter, o trabalho conta com participações de grandes nomes do Rap Nacional, entre eles: Rashid, Rael da Rima, Fióti, Xará e Tássia Reis.
A masterização do disco ficou à cargo de Luiz Café e a arte de capa por Bruno Brito.
Em 18 de janeiro era lançada a música É Nóiz! em versão Remix com direito à video clipe com direção de Toddy Ivon além das participações especiais de Projota, Rashid, Mattenie e Kamau, produzida por Dö, com Scratches do DJ Sleep e mixagem e masterização de Luiz Café
AXL - Não, Mano! (Remix) part. Flora Matos e MV Bill (Prod. Skeeter)
E em 04 de Setembro de 2012 vem à tona uma versão Remix da música "Não, Mano!" do disco "Quando É Preciso Voltar" de 2011 produzido por Skeeter, confere aí...
Dia 22 de Dezembro de 2012 é a vez do single O Bagulho é Doidão ganhar as ruas, com produção de Laudz, mixagem e masterização de Luiz Café e a bela voz de Tássia Reis.
A Mixtape Poesia Marginal do Funkero foi lançada em Julho de 2008 pelo selo Café Crime, esse é o primeiro trabalho oficial de sua carreira apesar de suas várias participações em mixtapes, documentários e shows de diversos MC's pelo país.
Caso ainda não conheça o trabalho dele, recomendo desde já antecipando que será impossível não rolar identificação se você realmente sobrevive nessas selvas urbanas, ouve aí...
01 Intro Poesia Marginal (Prod. DJ Tamenpi)
02 Clima Quente, Sangue Frio
03 Varios Rolé (Prod. Digital Dubs)
04 Reliquia (Prod. Iky Castilho)
05 Ao Som Do Tamborzao (tambor/volt mix)
06 Interlude Gostosa (part. de Aori e Iky Castilho)
07 O Que Que Essa Moça Tem (faminne riddim)
08 Piloto de Fuga
09 Interlude Poesia Marginal
10 Nada Bem (Prod. Gutierrez)
11 Selva Urbana (part. Pai Lua) (Prod. Iky Castilho)
12 Geraçao $ (RemIkyx) (part. Max B.O, V100t e Iky Castilho)
13 Aos Que Se Foram (trinere)
14 Levando a Vida no Talento (Prod. Iky Castilho)
15 Em Toda Comunidade (Prod. Digital Dubs)
16 Interlude Lampiao
17 Banditismo (Letra de Chico Science)
18 Sangue Guerreiro (Prod. Iky Castilho)
19 Fora da Lei (Prod. DJ Babão)
20 Tempo de Guerrilha (Prod. Iky Castilho)
21 Fim DOWNLOAD
Campeão da Liga dos MCs (2006)
01. A Cobrar (04:30)
02. A Rua é Nóiz part. Lenda & Bruce Slim (04:04)
03. Chuva de Mísseis (04:02)
04. Contraditório Vagabundo (03:47)
05. Eu Faço Verso (03:37)
06. Eu Quero Ver Quando A Quarta-Feira Chegar (Ao Vivo) (05:29)
07. Pro Tempo (02:49)
08. Um Por Dia part. Moska (Rashid) (03:45)
09. Vai Ser Rimando (04:39)
10. Meus Amigos part. DJ Nyack (03:28)
11. No Beat do Aeme part. Moska (Rashid) (03:51)
12. Vem da Mente (04:37)
13. Freestyle part. Max B.O. (Ao Vivo) (05:42)
14. Ela Diz (04:34)
15. Sózinho part. DJ Nyack (Ao Vivo) (03:42)
16. A Cada Vento (04:00)
17. Volta no Quarterão - Enquanto Isso... (Na Pista) (04:12)
18. A Rua é Nóiz 2 (Ao Vivo) (04:10)
19. Cidadão (prod. Léo Casa1) (01:40)
20. A Cada Vento (Remix) (03:55)
21. Só Isso (Ao Vivo) Gravado no Sarejevo (04:07)
22. Na Rinha 1 part. Marechal (Ao Vivo) (02:13)
23. Na Rinha 2 (Ao Vivo) (04:20)
24. Eu Quero Ver Quando A Quarta-Feira Chegar (Acapella) + Da Hora Memo (05:29)
25. Komwé/Triunfo (Ao Vivo) Emicida & Kamau (06:16)
26. Soldado de Madeira (Ao Vivo) (04:40) BAIXE
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Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe... (2009)
01. Intro (é nescessário voltar ao começo) part. Projetonave (05:37)
02. E.M.I.C.I.D.A. (adoooro) (prod. Nave) (03:24)
03. Sozim (prod. Marechal) (03:14)
04. Rotina (prod. DJ Nato_PK) (02:50)
05. Pra Mim... (Isso é Viver) (prod. DJ Nyack) (02:31)
06. Ainda ontem part. Rashid, Projota e Fióti (prod. Emicida) (03:37)
07. Pra não ter tempo ruim part. Mariana Timbó (prod. Emicida) (03:17)
08. Só isso (prod. Slim Rimografia) (03:51)
09. Vô busca minha fulô... (prod. DJ Nyack) (01:23)
10. Ela diz (prod. Emicida) (03:29)
11. Por Deus, por Favor (prod. Marechal) (03:01)
12. Preciso (Melô do Mundiko) (prod. Nave) (03:34)
13. A cada vento part. Paulo (prod. Filipe Tixaman) (03:27)
14. Sei lá... part. Rael da Rima (prod. Emicida) (03:46)
Emicídio (2010)
01. E agora? part. Kaion (prod. Casp) (03:20)
02. Cê lá faz idéia? (prod. Laudz) (02:18)
03. Rinha (Já ouviu falar?) (prod. Skeeter) (02:07)
04. Isso não pode se perder part. Xênia (prod. Base MC) (03:50)
05. Santo amaro da purificação part. Evandro Fióti (prod. Casp, Toca Mamberti e Curumim) (02:45)
06. Então toma! (prod. Renan Samam) (02:46)
07. Emicidio (prod. Renan Samam e DJ Nyack) (03:24)
08. Santa Cruz (prod. Nave e DJ Nyack) (03:43)
09. Velhos Amigos (prod. Skeeter) (03:43)
10. Rua Augusta (prod. Casp) (02:33)
11. I Love Quebrada (prod. Casp) (03:36)
12. Eu Gosto Dela part. Evandro Fióti (prod. Casp, Renan Samam, Toca Mamberti e Cohen) (03:17)
13. Só mais uma noite part. Evandro Fióti (prod. Zegon) (03:09)
14. De Onde Cê Vem? part. Kamau e DJ Will (04:22)
15. Um Final de Semana part. Evandro Fióti e DJ Nyack (prod. Emicida) (02:52)
16. Novo Nego Véio (prod. Dario) (02:41)
17. Avua Besouro (prod. Felipe Vassão e Maurício Canezzin) (03:49)
18. Beira de piscina part. Rael da Rima (prod. Casp) (03:48)
01. Intro (Shiiiiu!) (02:16)
02. Licença aqui part. Rael da Rima e Evandro Fióti (03:46)
03. Cacariacô part. Fabiana Cozza (02:36)
04. Viva! (Melô dos vileiro) part. Rael da Rima (03:15)
05. Num é só ver part. Rael da Rima (04:18)
06. Zica, vai lá... part. Evandro Fióti (04:01)
07. Pequenas empresas part. Don Pixote e MV Bill (03:59)
08. 1989 (02:56)
09. Canção pros meus amigos mortos part. Paola (03:09)
10. Sorrisos e Lágrimas part. Rael da Rima (02:53)
Primeiro CD/DVD resultado da colaboração entre Criolo e Emicida, gravado em formato inovador com mais de 40 mini câmeras e dirigido pelos consagrados diretores de cinema Andrucha Waddington, Paula Lavigne e RIcardo Della Rosa. Os maiores sucessos de ambos com faixas exclusivas e participações especiais de: Mano Brown (Racionais MC's), Rodrigo Campos e Evandro Fióti.
Criolo & Emicida - Ao Vivo (2013)
01. Zica, Vai Lá (04:00)
02. Dedo Na Ferida (03:39)
03. Rua Augusta (02:57)
04. Mariô (04:27)
05. Subirusdoistiozin (03:31)
06. Demorô (03:33)
07. Viva (Melô Dos Vileiros) (03:33)
08. Só Mais Uma Noite part. Evandro Fióti (03:08)
09. Não Existe Amor Em SP (06:32)
10. Linha De Frente part. Rodrigo Campos (04:00)
11. A Cada Vento (04:03)
12. Outras Palavras (04:54)
13. Lion Man (04:07)
14. Grajauex (03:11)
15. Triunfo (04:33)
16. Capítulo 4, Versículo 3 part. Mano Brown (02:07)
O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013)
01. Milionário do sonho part. Elisa Lucinda (00:50)
02. Levanta e Anda part. Rael (prod. Beatnick & K-Salaam) (02:30)
03. Nóiz (prod. Felipe Vassão) (05:02)
04. Zóião (prod. Felipe Vassão & DJ Zala) (03:51)
05. Crisântemo part. Dona Jacira (prod. Felipe Vassão) (05:11)
06. Sol de Giz de Cera part. Tulipa Ruiz e Estela Vergílio (prod. Felipe Vassão) (02:16)
07. Hoje Cedo part. Pitty (prod. Felipe Vassão) (03:12)
08. Trepadeira part. Wilson das Neves (prod. Felipe Vassão) (04:42)
09. Bang! (prod. Ogi, Rael & Felipe Vassão) (04:50)
10. Gueto part. MC Guimê (prod. Leo Justi) (03:02)
11. Hino Vira-Lata part. Quinteto em Branco e Preto (prod. Beatnick & K-Salaam) (03:10)
12. Alma Gêmea (prod. Felipe Vassão) (04:00)
13. Samba do Fim do Mundo part. Fabiana Cozza e Juçara Marçal (prod. Felipe Vassão) (03:39)
14. Ubuntu Fristaili (04:46)
E.M.I.C.I.D.A. Enquanto Minha Imaginação Compor Insanidades Domino a Arte
Coincidentemente nascido em 17 de agosto a mesma data de nascimento do compositor Candeia (uma de suas influências) Leandro Roque de Oliveira (dito Emicida), rima desde que se recorda. A princípio com amigos por hobby, depois em torneios pelo país para mostrar suas habilidades e hoje em diversos shows para através de sua música, fazer com que as pessoas se sintam bem e assim busquem melhoras em suas vidas.
O interesse pela música vem do final dos anos 80, época em que seus pais auxiliavam na organização dos saudosos "bailes black de quebrada", os equipamentos ficavam todos guardados em sua casa durante o dia, pick-ups, caixas de som, etc. Mesmo sem entender muito Emicida olhava admirado para aquela parafernália, sentindo-se maravilhado quando tudo era ligado e o baile começava. Naquela época as pessoas cantavam, dançavam e voltavam do baile como se recém saídos de uma celebração e realmente era isso. Essa é a missão de Emicida, que visa através de sua música fazer as pessoas cantarem como não se canta mais.
E caso não tenham notado pelo título, a sigla E.M.I.C.I.D.A. quer dizer "Enquanto Minha Imaginação Compor Insanidades Domino a Arte". E tem sido bem sucedido em sua missão em todos os lugares por onde tem passado...
Este é o segundo trabalho lançado oficialmente por MV Bill, com uma musicalidade bem mais à frente e conteúdo ainda mais contundente, sente o peso da ideia.
01 Soldado Morto (07:36)
02 Emiví (03:32)
03 Só Deus Pode Me Julgar (06:55)
04 Cidadão Comum Refém (Part. Chorão) (06:38)
05 Camisa de Força (06:00)
06 Só Se For 'D' (04:31)
07 Dizem Que Sou Louco (03:33)
08 Mina de Fé (04:56)
09 L.Gelada - 3 da Madruga (07:20)
10 Inconstitucionalíssimamente (01:02)
11 Marginal Menestrel (Part. Mano Juca Barbosa) (05:22)
12 Testemunha (08:13)
13 Fé em Deus (Part. Buiu da 12 e Kmilla CDD) (05:13)
Pra quem vive estressado com o clima quente da cidade e não tem tempo, nem oportunidade pra curtir uma praia e tirar um lazer esta é uma ótima opção pra aproveitar esse forno, afinal de contas agora é verão quase o tempo todo...
Paulo Napoli apresenta Raps de Verão Volume 3, mixado por DJ Nuts, ouve ae...
Novas formas de abordar o tema que mais me agrada quando se trata de clima: O Verão! porque inspiração sem transpiração não flui...
01 Paulo Napoli - Isso é Raps de Verão (Prod. Cyber)
02 Paulo Napoli - Bombando por aí (Prod. DJ Nuts)
03 Umdegrau - De prima (Prod. DJ Qap)
04 Gutierrez - Toca nas pistas (Prod. Dichinelo)
05 GeeQuest e Quelynah - Dama (Prod. Cyber)
06 Jimmy Luv - É sincero (Prod. Cyber)
07 Deluna Naduna - Assimila essa parada (Prod. Track Cheio)
08 DZ6 - Borogodó (Prod. DJ K-Beça)
09 MC Tiu - Se quiser suar (Prod. André Guidon)
10 Squat! - Sem miséria (Prod. Squat!)
11 Dálmatas - Você sabe o que fazer (Prod. Cyber)
12 Costa a Costa - Para todos (Prod. Don L)
13 Paulo Napoli e Leco - A fila (Prod. Veiga)
14 A Tropa - Celebração (Prod. A Tropa)
15 Nitro Di e Adriano Vox - Vem cá (Prod. Nitro Di e Guga Munhoz)
16 Totoin - Mar de fumaça (Prod. DJ Caique)
17 Jamés Ventura, Takeshi San e Ogi - Iabai (Prod. Ogi)
18 GNZ e Mansur - 0800 Remix (Prod. Enece)
19 Paulo M. Sário - Go Primo! (Prod. Apolo)
20 Savave e Cadelis - Hoje eu só quero esquecer (Prod. Track Cheio)
21 Gurila Mangani - Mais uma pro walkman (Prod. Gurila Mangani)
22 Gurila Mangani - Aos clássicos (Prod. Gurila Mangani)
23 Matéria Prima - Flauta mágica (Prod. Drunk Sinatra)
24 Estilo da Crítica - De louco pra louco (Prod. Cabeça)
E só pra concluir, é como disse o Totoin, Rótulo não é música! então olhos abertos e ouvidos atentos, graças à Deus ainda há gente que faz Rap com conteúdo e sem perder de vista a diversão, então divirtam-se, está aí para todos vocês Rap's de Verão Volume 3.
Com direção de Jon Reiss, "Bomb It" conta a história do graffiti contemporâneo, traçando um paralelo entre as raízes nas antigas pinturas rupestres, passando pela obra de Picasso até o se reinventar através da Cultura Hip-Hop da cidade de Nova York nos anos 1970 estendendo-se até os dias de hoje em forma de Tags, Bomb's, Wild Styles e a pixação que tem como raíz o Brasil.
Cômodos úmidos Únicos motivos pra escrever Não me esquecer Quem eu fui e nem quem eu sou Pra onde eu vou? Se o show tem que continuar O ar que respiro é puro delírio Fumaça de cigarro e garrafas vazias Cadernos de Poesias Aracnídeos passeiam sobre tudo e todos os restos na mesa De certeza só o agora, a vontade é de ir embora Embora as teias me façam pensar que não vou conseguir passar batido Ser lembrado mesmo que forçado a isso Amarrado ou detido atrás de grades Algumas tardes a frente E a mente vaga Procurando uma vaga, um lugar entre elas pra entrar Voltar atrás ou avançar um pouco mais Ficar parada ela não pode Parada facilmente a mente explode Então movimente o pensamento Expulse os aracnídeos E limite o crescimento das teias Mas não as elimine por completo As teias são uma dimensão entre o chão e o teto Entre o abstrato e o concreto A sensação de ilusão, entre luz e escuridão A certidão de culpa pela negação De quando peço e ouço não Com os olhos em direção ao luar E tudo e todos que me fazem continuar... Ar... Preciso de ar Respirar é preciso E talvez o paraíso não esteja realmente em um comprimido.
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por Bruno G. dos Santos.
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OBS: Poezia Krua é o nome de um trabalho (sonoro) que estou desenvolvendo e se tudo correr bem estará nas ruas em breve, então estou deixando aqui uns trechos das primeiras composições feitas para este projeto, ainda está muito recente para especificar as datas, mas estou correndo pra que isso se torne possível o quanto antes, enquanto isso espero que dêem opiniões e façam críticas também, pois dessa forma estarão contribuindo muito para que este projeto se realize duma maneira mais clara e objetiva, desde já lhes agradeço pelo apoio e compreensão (ou não) rsrsrsrs...
A anestesia Cada vez mais freqüente A lucidez Cada vez mais ausente A mente caminha por onde o pensamento soa confuso O abuso é tudo o que lhe resta pra esquecer Ao se abster do peso duma realidade que tanto atormenta Em câmera lenta A consciência lamenta ter de estar ausente por tanto tempo Empolgado Não distingue quando está realmente inspirado ou entorpecido Tudo é tão parecido Tudo é tão distorcido Mal se sabe até onde será conduzido Seduzido por goles e sorrisos (estão rindo de mim ou pra mim?) Os bares estão sempre cheios Devaneios intermináveis Todos parecem tão agradáveis Amáveis mal-amados Enganados Caminham apressados pro mesmo fim Quem dera imaginassem que não seria tão bom assim Apenas depressões Por não suportar as pressões dos padrões Impressionantes impressões Seqüelas evidentes Corpos e mentes em conflito Aflitos, sem nome e nem paradeiro Todos querem ser o primeiro Mas quando chegam em segundo O mundo os engole E gole após gole Essa sede nunca termina.