Nossa Conferência é a junção dos grupos: Projeto Pandora, Submundo 90 e Organização QI, ainda conta com a participações e produções de Profeta, Fubu, Bigorna e Shura Bass.
Se ainda não conhece essa é uma boa oportunidade para isso, ouve aí...
Nossa Conferência • Volume 1 (2007-2013)
01. A Bandeira Ergue (04:23)
02. Cultura (03:22)
03. Pro Servo da Melhor (02:58)
04. Agoniza mas Não Morre (01:30)
05. Piores Condições (05:08)
06. Renascença do Caos (02:29)
07. Abelhas Assassinas (02:57)
08. Os Homens Esquecidos de Deus (01:44)
09. Areia Movediça (03:14)
10. Barril de Pólvora (03:49)
11. Eu Levo Ela Comigo (11:26)
12. Futuro Inseguro (03:09)
13. Sua Vida (15:36)
14. Clame (01:06)
15. Nova Ciência (02:51)
16. Arquiteto de Ilusões (02:43)
17. Não Tenha Medo (03:06)
18. Fuga da Deprê (04:31)
19. Quem Me Dera Um Ano Sabático (02:49)
20. Yoga (03:01)
21. Selva do Descabelo (15:58)
22. Poesia de Guerra (08:07)
23. Os Últimos serão Os Imortais (03:49)
24. Lista (00:52)
Já fazem alguns dias que este disco está em minhas mãos e só hoje pude ouvi-lo com mais atenção, realmente o MC Pachá acertou na parceria fechada com Mestre Xim para produzir este trabalho, o resultado ficou pesado, as batidas são tão inovadoras quanto as linhas de raciocínio tecidas por Pachá, recomendo pra quem ainda não conhece...
"Ttsss... a grande arte da pixação em são paulo, brasil".
Lançado pela Editora do Bispo, com fotos de João Wainer e Daniel Medeiros, o Boleta.
TTSSS... é o som, o barulho, a zoada do spray dos pichadores - ou pixadores - estes novos Gutenbergs que reinventaram a tipografia e as artes plásticas nas ruas de São Paulo, a metrópole visualmente mais caótica do planeta.
Neste livro, uma viagem pelos jardins suspensos de Babel. "Decifra-me ou te devoro", diz a cidade com os seus dentes gigantes e os mais banguelas dos labirintos.
Este é o precursor dos clássicos vídeos de GRAFFITI da cena nacional, lançado originalmente em meados de 1998 em VHS. A intenção desse vídeo ter sido postado é resgatar um pouco da história e documentação e ao alcance de todos, aproveitem...
Sobre:
O Vídeo Graffiti Magazine A Invasão é uma produção totalmente independente.
Esta série é destinada a relatar em todos os seus parâmetros a arte do GRAFFITI, feita por artistas anônimos que utilizam as ruas das grandes cidades para desenvolver e apresentar a sua arte, que por muitas vezes não são bem compreendidos pela maioria da sociedade.
Sendo o pioneiro deste gênero no BRASIL, a série A Invasão tem como meta abrir portas para que surjam novos meios de divulgação desta manifestação efêmera.
Estalactite é uma música de autoria do De Leve em parceria com Gilber T, dupla sensacional oriunda de Niterói, esta música despertou meu interesse não apenas pelo título incomum mas sobretudo pelo tema principal que ela aborda, o autismo.
O texto escrito pelo MC, autista, escritor Kean logo abaixo deste vídeo deixa explícito com uma sensibilidade incrível e detalhada sobre como se sente o autista perante a sociedade.
De Leve - "Estalactite" (TEASER)
Direção:
Bruno Bastos e João Daflon
Dop : Bruno Bastos / Rodrigo Graf
Produção:
De leve, Gilber-T e Bruno Marcus
Guitarra, baixo e vocais:
Gilber-T
Bateria, samples e programação:
De Leve
Mixagem e FX:
Bruno Marcus
Masterização:
Pedro Garcia
Arte gráfica:
Rafael Cruz
Gravado e mixado na Tomba Records em Niterói, Brasil.
Por que DJ que é DJ é conhecido como um povo que fala com as mãos, se você gosta mesmo de Rap sente esse set e depois me fala, DJ Erik Skratch sem palavras...
Pixação: São Paulo Signature, é um livro impressionante.
Editado em francês e inglês ele documenta com mais de 100 fotos de página inteira e excelente impressão a pixação em São Paulo.
Não há no livro nenhuma pixação colorida ou com desenhos tecnicamente elaborados, são apenas enormes símbolos, letras e sinais, quase todos em preto, que ocupam prédios, casas, viadutos, garagens e lugares aparentemente inacessíveis.
As imagens trazem uma estranha ambiguidade. Por um lado são agressivas, adicionam violência à cidade. Por outro lado são marcas de um esforço sem função aparente e trazem uma leveza de curvas e linhas à dureza da urbanização paulista.
Em umas das rara frases pixadas lemos: "Sem perceber larguei a escola e fui para a rua aprender a andar de skate, pixar e corri para ver o mar"
A pixação imprime a presença de uma massa de gente que parece ausente da cidade. Como se a arquitetura e a urbanização os escondesse e a pixação os revelasse.
O livro é um brilhante documento sobre a cidade de São Paulo, do desastre à criação.
Quem ao menos uma vez na vida não se pegou pensando ou tentando encontrar algumas respostas cruciais para prosseguir ou quem sabe apenas para sentir-se melhor, neste caso "Respostas" vem com a mesma precisão de um bisturi numa cirurgia delicada.
Em atividade desde 2001 Dukes está cada vez mais surpreendente tanto em suas linhas quanto em suas produções, se ainda estiverem em dúvida confiram...
Este é o 1º single do EP: Menos Dez Graus, um trabalho colaborativo entre Pazsado e Tuchê, então se preparem para ouvir Natureza, música que além de contar com uma lírica afinadíssima e um instrumental tão belo quanto, também sairá no vídeo da Raiz Skate Shop com o skatista Kaue Cossa.
Este documentário retrata a ineficácia do sistema carcerário brasileiro, sobretudo sua falha no processo de ressocialização. As lentes de Paulo Sacramento conseguem captar a desobediência a vários princípios constitucionais, principalmente em relação à dignidade do apenado.
Apesar de mostrar assassinos, estupradores, ladrões, entre outros, o filme expõe a maneira - muitas vezes inusitada e criativa - que os presos encontram para (sobre)viver no cárcere, numa tentativa de diminuir o tempo que sempre insiste em correr mais vagarosamente quando se está cerrado dentro das gaiolas de ferro. Por outro lado, o documentário revela as condições sub-humanas a que os apenados estão submetidos no cárcere, confirmando o descaso Estatal que impera no Sistema Penal brasileiro.
Mixtape/Compilação promovida pelo selo Tazart Music Label, originalmente lançada em janeiro de 2010 e distribuída na França e no Japão, contém a nata do Rap Alternativo Paulista produzido de modo independente, confiram...
São Paulo is burning!
São Paulo is burning! (Tazart Music Label) [Mixtape] (2010)
01. Espião & Rodrigo Brandão - Écoutez! (01:14)
02. Mamelo Sound System - Maioria 100 (03:02)
03. Elo da Corrente & Mamelo Sound System - Sério (03:11)
04. Elo da Corrente - Ei! (03:04)
05. Espião - Homem de Ferro (03:43)
06. Espião & Rodrigo Brandão - Deixa (04:12)
07. Contra Fluxo - Alameda da Memória part. Espião e Rodrigo Brandão (06:07)
08. Contra Fluxo - Corrente do Bem (03:41)
09. Ogi - Por aí Vou Vagar (03:32)
10. Dr. Caligari - A Nossa Hora part. Ogi (03:17)
11. Don Cesão - Davi, o Verdadeiro Gigante (02:36)
12. Prof. M. Stéreo - Caiu de Maduro (04:19)
13. Akin Deckard - - Indelével (04:26)
14. Subsolo - Dias em Branco (03:19)
15. Kamau - A Quem Possa Interessar (03:45)
16. Simples - Vim, Vi, Venci (04:10)
17. Stefanie - Minha Parte (Scratches DJ Nato_PK) (03:27)
18. Lurdez da Luz - Andei part. Stefanie (03:40)
19. Lurdez da Luz - Zirigidum (03:40)
20. Tiago 'Rump' Frúgoli - Durma Bem (Munhoz Remix) part. Mamelo Sound System (02:48)
21. Projeto Manada - Um por Todos (03:10)
22. Tiago 'Rump' Frúgoli - Minha Luz (04:06)
23. Mamelo Sound System - Bela & Fera part. Espião - (03:14)
Show realizado em 14/04/2002 gravado Ao Vivo na Praça da Moça em Diadema. Esta apresentação contou com as participações dos grupos: SNJ, DMN, SP FUNK, CÓDIGO FATAL, TROVADORES, Z´ÁFRICA BRASIL, KL JAY entre outros nomes notórios do Rap Nacional...
Hip Hop Futurista - Ao Vivo (2004)
01. Código Fatal & PH - Abertura (03:38)
02. Código Fatal - Semáforo (04:19)
03. Trovadores - Hip Hop Cenário (04:58)
04. DMN - H. Aço (06:20)
05. Fernandinho Beat Box vs. DJ Meio Kilo - Duelo (02:41)
06. Z'África Brasil - O Dom da Rima (04:06)
07. KL Jay - E Aí KL Jay, Fala Aí (03:13)
08. SNJ - Se Tú Lutas, Tú Conquistas (05:54)
09. AfroIndígena - Se Eu Não Cantasse Rap (03:41)
10. Fernandinho Beat Box - Melhor Que Uma MPC (01:58)
Gravação do CD Hip Hop Futurista Ao Vivo em Diadema
Agradecimentos: à todos os grupos pela inspiração que nessa época foi muito importante pra minha formação pessoal e ao irmão Rael Alves por postar no YouTube essa relíquia, importante registro de um dos grandes momentos do Rap Nacional...
Com um trabalho completamente artístico tanto pela musicalidade quanto pela arte criada para cada faixa eis que ressurge Iky Castilho, o homem à frente do selo Café Crime, aventurando-se em solo jazzístico. "Namarashota" é o título deste EP de alto nível, para quem gosta de música boa e bem feita essa é uma boa viagem, confiram...
Iky Castilho - Namarashota [EP] (2014)
01. Bye bye Black Bird (Prod. Kmkz Moustrack) Scratches: DJ Please (03:28)
02. 11:11 (Prod. Jonas Chagas) Piano: Pedro Dom (03:23)
E na primeira quinta-feira de 2013 foi lançado o vídeo clipe da música "Livre" que conta com a participação Especial de Iara Rennó nos vocais e a direção de PH Stelzer, este trabalho é fruto da parceria entre Café Cime e Ganja Filmes, confiram...
Iky Castilho produtor, músico, MC e também o responsável à frente do selo Café Crime.
O EP "Jazzmim" é uma espécie de disco virtual no qual Iky mostra mais seu trabalho instrumental como produtor dando um viés nas bases jazzísticas, destaque para a música "Paradinhazz" na qual Iky coloca uma discussão supostamente de um casal deixando um clima ambiente sobre o sample da música "Peel Me a Grape" da cantora Diana Krall. "Descendo a Serra" leva um forte e clássico baixo geralmente utilizado nos grupos de jazz mostrando forte personalidade em sua música, solado quase que nela inteira enquanto as batidas em diferentes bpms explodem ao se chocarem seguidos de acordes de piano que fazem referência ao cool jazz. Jazzmim é um presente do próprio Iky à todos que admiram não só a sua mas a boa música em geral. Mais fino impossível. Pegue um café, sente se, ouça e relaxe.
Geralmente ouvimos muita música e não damos tanta atenção as entrevistas, talvez por isso muitas informações são veiculadas se baseando em deduções e não em fatos; Que bom que a Rádio Boomshot está de volta e o convidado pra este retorno é o Emicida, se liga aí..
Este é mais um dos finos lançamentos da Café Crime, trabalho de responsa de estréia do MC e Produtor Ramiro Mart, que conta ainda com as participações de DJ Phat, Lica Tito, Ana Clara Sty-Lee (MG), DJ Willian (SP) e Damien Seth, a arte é de Vladimir Ventura (Mondé), chega no confere...
Ramiro Mart - Advérso [EP] (2013)
01. Intro (Advérso) (Prod. Jonas Ribeiro) (01:22)
02. Skate Fé (Prod. Jonas Ribeiro) (03:22)
03. Cidade Movimento (Prod. Gabriel Marinho) (03:30)
04. Suave (Prod. Jonas Ribeiro) (03:57)
05. Caranguejou (Prod. Jonas Ribeiro) (02:53)
06. Verdades e Mentiras (Prod. Goribeatzz) (02:42)
Elo da Corrente • O Sonho Dourado da Família (2009)
01. O Sonho Dourado da Família (Prod. Pitzan) (03:02)
02. Se Faz Necessário Voar (Prod. Pitzan) (02:39)
03. Um Filme (Prod. PG) (03:40)
04. A Mãe (Prod. PG) (02:21)
05. Democracia Aonde? (Prod. Caio) (02:24)
06. Madrugada (Prod. Caio) (02:54)
07. Fim (Prod. Elo da Corrente) (02:06)
Bezerra da Silva vai “Onde A Coruja Dorme”. Dos morros cariocas, e da Baixada Fluminense, vem uma das produções musicais mais interessantes do Brasil: sambas feitos por trabalhadores, crônicas cáusticas mas bem-humoradas de compositores anônimos garimpados por Bezerra
Conhecido como o nome que influenciou toda uma geração de outros músicos, ícone divertidíssimo da ginga e da malandragem carioca, e porque não dizer brasileira, o pernambucano nascido no Recife, veio para o Rio de Janeiro ainda menino, clandestinamente, de navio, e então na cidade maravilhosa tornou-se uma das vozes do cotidiano das favelas, com seus encantos e pluralidade. "Onde A Coruja Dorme" revela quem fazia a cabeça de Bezerra da Silva e ganhou vida através de suas canções.
"Acho que eles confundem Freud com esse 'papo de amor', nego canta até que 'vai fazer amor'... queria saber onde é que fica a fábrica? se é em Bangú..."
No terceiro, é aceita como evidente por si própria.”
Schopenhauer
A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.
O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a organização dominante do mundo.
No imenso campo de batalha da guerra civil mundial, a linguagem constitui uma de nossas armas. Trata-se de chamar as coisas por seus nomes e revelar a essência escondida destas realidades por meio da maneira como são chamadas. A democracia liberal, por exemplo, é um mito já que a organização dominante do mundo não tem nada de democrático nem de liberal. Então, é urgente substituir o mito de democracia liberal por sua realidade concreta de sistema totalitário mercante e de expandir esta nova expressão como uma linha de pólvora pronta para incendiar as mentes revelando a natureza profunda da dominação presente.
Alguns esperarão encontrar aqui soluções ou respostas feitas, tipo um pequeno manual de “como fazer uma revolução?” Esse não é o propósito deste filme. Melhor dizendo, trata-se mais exatamente de uma crítica da sociedade que devemos combater. Este filme é antes de tudo um instrumento militante cujo objetivo é fazer com que um número grande de pessoas se questionem e difundam a crítica por todos os lados e sobretudo onde ela não tem acesso. Devemos construir juntos e por em prática as soluções e os elementos do programa. Não precisamos de um guru que venha explicar à nós como devemos agir: a liberdade de ação deve ser nossa característica principal. Aqueles que desejam permanecer escravos estão esperando o messias ou a obra que bastando seguir-la ao pé da letra, libertam-se. Já vimos muitas destas obras ou destes homens em toda a história do século XX que se propuseram constituir a vanguarda revolucionária e conduzir o proletariado rumo a liberação de sua condição. Os resultados deste pesadelo falam por si mesmos.
Por outro lado, condenamos toda espécie de religião já que as mesmas são geradoras de ilusões e nos permite aceitar nossa sórdida condição de dominados e porque mentem ou perdem a razão sobre muitas coisas. Todavia, também condenamos todo astigmatismo de qualquer religião em particular. Os adeptos do complot sionista ou do perigo islamita são pobres mentes mistificadas que confundem a crítica radical com a raiva e o desdém. Apenas são capazes de produzir lama. Se alguns dentre eles se dizem revolucionários é mais com referência às “revoluções nacionais” dos anos 1930-1940 que à verdadeira revolução liberadora a qual aspiramos. A busca de um bode expiatório em função de sua pertencia religiosa ou étnica é tão antiga quanto a civilização e não é mais que o produto das frustrações daqueles que procuram respostas rápidas e simples frente ao mal que nos esmaga. Não deve haver ambigüidade com respeito a natureza de nossa luta. Estamos de acordo com a emancipação da humanidade inteira, fora de toda discriminação. Todos por todos é a essência do programa revolucionário ao qual aderimos.
As referências que inspiraram esta obra e mais propriamente dita, minha vida, estão explicitas neste filme: Diógenes de Sinope, Etienne de La Boétie, Karl Marx e Guy Debord. Não as escondo e nem pretendo haver descoberto a pólvora. A mim, reconhecerão apenas o mérito de haver sabido utilizar estas referências para meu próprio esclarecimento. Quanto àqueles que dirão que esta obra não é suficientemente revolucionária, mas bastante radical ou melhor pessimista, lhes convido a propor sua própria visão do mundo no qual vivemos. Quanto mais numerosos em divulgar estas idéias, mais rapidamente surgirá a possibilidade de uma mudança radical.
A crise econômica, social e política revelou o fracasso patente do sistema totalitário mercante. Uma brecha surgiu. Trata-se agora de penetrar mas de maneira estratégica. Porém, temos que agir rápido pois o poder, perfeitamente informado sobre o estado de radicalização das contestações, prepara um ataque preventivo sem precedentes. A urgência dos tempos nos impõe a unidade em vez da divisão pois o quê nos une é mais profundo do quê o que nos separa. É muito fácil criticar o quê fazem as organizações, as pessoas ou os diferentes grupos, todos nós reclamamos uma revolução social. Mas na realidade, estas críticas são provenientes do imobilismo que tenta convencer-nos de que nada é possível.
Não devemos deixar que o inimigo nos vença, as antigas discussões de capela no campo revolucionário devem, com toda nossa ajuda, deixar lugar à unidade de ação. Deve-se duvidar de tudo, até mesmo da dúvida.
O texto e o filme são isentos de direitos autorais, podem ser recuperados, divulgados, e projetados sem nenhuma restrição. Inclusive são totalmente gratuitos, ou seja, não devem de nenhuma maneira ser comercializados. Pois seria incoerente propor uma crítica sobre a onipresença das mercadorias com outra mercadoria. A luta contra a propriedade privada, intelectual ou outra, é nosso golpe fatal contra a dominação presente.
Este filme é difundido fora de todo circuito legal ou comercial, ele depende da boa vontade daqueles que asseguram sua difusão da maneira mais ampla possível. Ele não é nossa propriedade, ele pertence àqueles que queiram apropriar-se para que seja jogado na fogueira de nossa luta.
Dukes lançou recentemente o primeiro volume de uma coletânea com produções instrumentais que variam de 34 segundos à pouco mais de 1 minuto, ficou curioso? Então ouvidos atentos que a viagem auditiva vai ser boa...
Dukes - Algum tempo atrás no espaço vol. 1: Instrumentais (2014)
Quem acompanha ou está nas corridas do Rap nacional que é feito na raça sabe bem quem são os Cães D' Caça, atualmente formado por: Mestre Canídheo, K'daver, Dukes 1 Soldado e DJ Emmel.
Eles disponibilizaram pra download em seu soundcloud o trabalho mais recente do grupo: "2000 e Guerra" é um disco temático que explora quase todas as possibilidades existentes dentro de uma guerra, o disco contém 18 músicas e conta com as participações de Charcot e Pazsado do Studio Kasa, além de Killer Boy e Dark Side do Projeto Pandora, não tem o seu ainda?
Então não perca mais tempo segue o link e pegue o seu...
01 Intro (01:08)
02 A Guerra (03:16)
03 Soldados Assassinos (03:11)
04 Cova Rasa (03:07)
05 Carta (03:42)
06 Soldado Solitário (Part. Charcot) (04:17)
07 Guerrilheiro Perdido (02:48)
08 Choro D' Guerra (03:17)
09 Alucinações (02:42)
10 P.U.T.A.S (03:13)
11 Fim (03:49)
12 A Guerra Não Cessa (Pazsado) (02:57)
13 Tropas (Part. Projeto Pandora) (02:42)
14 Eternos (03:48)
15 Vietnã (03:43)
16 2000 e Guerra (Part. Pazsado) (03:50)
17 A Guerra Pt. 2 (04:38)
18 Finalização (01:22)
Disponível na íntegra para DOWNLOAD via SoundCloud
Vídeo extraído de uma sessão do Projeto Pandora com a Organização QI realizada dia 30/04/11 após apresentação junto com os Cães D' Caça no Terra Nova em São Bernardo do Campo.
Max B.O. lançou recentemente FumaSom com produção musical de Wzy, este som é o segundo single da sugestiva Mixtape FumaSom Vol.1, que promete abordar temas referentes à quem tem uma maneira bem particular de apreciar as coisas boas da vida.
A estreia solo de Rodrigo Amarante, ex-Los Hermanos e Little Joy, engloba diversas expectativas - sejam elas positivas ou negativas. Independente do teor desta espera, há de se concordar que Cavalo é um disco sincero. O cantor imprime sua essência em onze faixas suaves, que não surpreendem em relação ao seu estilo de composição e arranjo, mas podem agradar pela mensagem que transmitem.
"Acredito que todo mundo em alguma medida também se sente estrangeiro, na forma como os outros os vêem, em seu corpo, em seu destino talvez, e por isso sonho que esse meu veículo, espelho imprevisível que preencho, que me serve e que me move, possa também mover a ti, servir ainda a outros, com sorte". O trecho citado, retirado de uma carta ao público que o próprio Amarante divulgou, comprova de fato que a intenção de Cavalo realmente se vale do transporte do ouvinte a um universo particular, no qual o músico repensou vida e amores a partir de diversas influências sonoras.
"Nada em Vão" abre o álbum numa melodia soturna, com um vocal leve e instrumentação rebuscada com sopro e teclado. "Hourglass" parte para uma pegada mais dançante - com direito a letra em inglês, o que antecipa um outro típico estrangeirismo de Amarante, o francês, que dá as caras na seguinte "Mon Nom".
O gingado de Cavalo desce em "Irene", canção de violão angustiado que entre tantos versos se destaca pela sequência "milagre seria não ter, o amor, essa rima breve". Ela trata do exílio em sua pior perspectiva, a da saudade, que passa (ou melhora) com a agitada "Maná", ponto alto de todo o disco. Mistura de samba com pop, a faixa remonta um lado mais ensolarado de Amarante, boa para quem achava que isso não vingaria após a fase Little Joy.
"Fall Asleep" abaixa o tom num piano melancólico, induzindo a um clima tranquilo para "The Ribbon", que apresenta uma introdução soturna com uma melodia doce no violão e adornos de piano. "O Cometa" lembra o vocal contador de história que Amarante emplacou enquanto Los Hermanos, e "Cavalo" vai na mesma linha. Com um piano delicado e um clima introspectivo, a letra abre interpretações com: "no olho do cavalo, espelho imaculado, o duplo eu".
A faixa seguinte, "I’m Ready", continua numa toada suave, que facilmente poderia entrar no disco Little Joy (Rough Trade, 2008). Lembra Caetano Veloso em sua fase de exílio – Transa (1972) – onde inglês e português se casam numa mesma canção. O fim ocorre com "Tardei", música de melodia mais triste com vocal cansado de Amarante. Amor e desprendimento encerram um álbum agarrado a influências, mas solto de expectativas. O compositor dança sozinho e deixa o convite para quem quiser o seguir, num disco onde a unidade do eu-lírico perdido cria uma maneira honesta de se reencontrar.